julho 11, 2012


Quando estiveres cansado; Quando não concordares com o que te rodeia; Quando estiveres desesperado e te sentires profundamente infeliz, Lembra-te, pelo menos uns instantes, dos dias belos em que rias E dançavas e andavas contente com tudo, Como uma criança sem problemas. Não esqueças os dias belos! Quando o horizonte, por longínquo que o vires, Aparecer toldado, sem luz; Quando o teu coração estiver cheio de tristeza e talvez também cheio de amargura; Quando, aparentemente, desapareceu toda a esperança de nova alegria e felicidade, Peço-te: Procura com cuidado, nas tuas recordações, os dias belos, Os dias em que tudo corria bem, sem nuvens no céu; Quando a teu lado havia alguém que te fazia sentir amparado, Não esqueças os momentos belos! Se os esqueceres, nunca mais voltarão! Torna a ser dono de ti próprio. Enche o teu espírito de pensamentos alegres, O teu coração de misericórdia, de carinho e de amor, A tua boca de sorrisos, e tudo voltará a correr bem." Obrigada por tudo meu amor..
Climenia

É o amor, nunca deixa de ser um suporte, quando amamos é normal querer fazer algo além de nós, surge uma razão para além de nós mesmos... nunca estaremos preparados para perder esse chão que nos segura. idealizamos tudo, mas nunca haverá algo ideal... quando se perde um amor daqueles fortes, sofremos, mas esse sofrimento é uma desconstrução e reconstrução, damos por nós no meio da solidão, sem os desejos e expectativas que criamos. Agora essa solidão é um regresso à união com o eu sem mais ninguém, uma aprendizagem de valores, a maturação do relacionamento. O melhor para mim é esse estar sozinho, não procurar novos amores e olhar para mim, porque procurar amor para preencher o vazio que ficou é a pior solução, e é a libertação de tudo o que ainda são feridas que têm de ser sanadas, para que possa estar preparado para receber e dar, sem querer encontrar no amor que me recebe o o amor que deixei.

julho 10, 2012


A gente demora pra aceitar, arruma novecentas desculpas para a falta de jeito do outro. Ah, ele é confuso. Ah, ele está tenso. Ah, ele tem medo. Ah, ele é maluco. Ah, ele isso. Ah, ele aquilo. Desculpa, mas quem quer estar junto pensa ah, que saudade. Ah, que falta ela me faz. Quem gosta, gosta. Sem complicações. Sem armações e armaduras. Clarissa Correa

Por mais difícil que pareça, é preciso aceitar as coisas como elas são. Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito. Amor não se implora, não se pede, não se espera... As pessoas mudam. E nem sempre é a mudança que esperamos delas... Acreditar ou não, é uma escolha sua... Falar dos erros dos outros é fácil, difícil é olhar pra dentro e perceber que voce tbm erra. Não se deve esperar muito das pessoas. Elas não são perfeitas. Todos querem ser donos da verdade, e com isso, acabam esquecendo o que é certo ou errado. Fazer com que outras pessoas se sintam culpadas é fácil. Difícil é admitir que quando algo não dá certo, a culpa é de todos os envolvidos. Desaforos e orgulho só provam que vc é imaturo. E intolerante. As pessoas não aprendem todas as liçoes da vida em duas semanas, é inútil exigir isso delas. Algumas, aprendem após os 40 anos, embora eu não espere ser uma dessas pessoas. Perdoar e esquecer nos torna mais jovens. Jogar na cara fatos passados em qualquer discussão, só abre lugar a outra discussão. Cobrar demais, fazer de menos, não é um ato bem pensado. Pessoas tem direitos iguais. É ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado. Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente. E uma mentira pode estragar toda uma vida. Se uma pessoa não confia em voce, não significa que ela nunca tenha confiado. Analise suas ações passadas antes de julgá-la completamente errada. Não existe nem sorte, nem azar, tudo são consequencias. Não precisamos do sofrimento, quando temos a compreensão e o entendimento. Se voce duvida que algo pode dar certo, certamente voce já fez com que ele desse errado. Vivendo e aprendendo...
Karina Perussi

Perfeitamente normal


São muitas as emoções despertadas pela separação. Mas todas elas poderiam ser reduzidas a uma enorme e intolerável dor. A sensação, nessa hora, é de que a dor nunca mais vai passar. No entanto, ela passa, pode acreditar. Mas existem algumas coisas que podemos fazer para atravessar esse processo tão difícil e sair dele mais fortes e mais conscientes. Faço meus os conselhos de dois terapeutas americanos, Melba Colgrove e Harold H. Bloomfield, autores do livro Sobrevivendo à perda de um amor. Durante a vida, experimentamos vários tipos de perda. Perdas óbvias (a morte de um ente querido; o fim de um caso de amor; separação; divórcio) Perdas não tão óbvias (perda de dinheiro; perda da saúde; perda de um ideal; perda de um amigo). Perdas relacionadas com a idade (sonhos da infância; romances adolescentes; perda da "juventude", da beleza). Outras perdas – perdas temporárias (marido ausente, filho ou filha estudando fora, um assalto, um mau período nos negócios); não deixam de ser perdas, embora saibamos que, eventualmente, tudo se resolverá. Há também as inúmeras "mini-perdas", que tendem a se acumular durante um dia, uma semana, um mês ou uma vida. Uma amassadela no carro aqui, um telefonema ali, e logo a gente se acha "inexplicavelmente" deprimido. O processo de cura A primeira providência a tomar quando se perde um amor é aceitar a perda. Durante algum tempo, você pode ficar em estado de choque, acreditando e desacreditando no rompimento. Mas é preciso enfrentar a realidade. A perda é real. Aceite. Você tem forças suficientes para sobreviver a ela. Ela prova que você está vivo e é capaz de reagir às experiências da vida. Sofra por algum tempo. Pense que todo mundo enfrenta perdas na vida. Essa é uma constatação que ajuda a diminuir o sofrimento, porque a gente não se sente tão sozinho. Saber que existem companheiros nessa trincheira é muito consolador. Mas lembre também que você é muito maior do que a ferida emocional que está sentindo. É claro que a perda fez sua auto-estima diminuir. Você pode estar cheio de culpa, condenação e auto-censura, mas esses pensamentos são apenas sintomas da tensão que você está enfrentando. Na verdade, você é um ser humano bom, íntegro e digno. Saiba ainda que, embora não possa parecer, é da natureza do processo de cura ter um começo, um meio e um fim. E o fim não está tão longe assim. Você vai sarar, a natureza trabalha a seu favor. Só que esse processo leva tempo. Quanto maior a perda, mais tempo passará até o restabelecimento, mas ele virá. É preciso não esquecer que esse processo não é linear, tem idas e vindas, altos e baixos, saltos dramáticos e grandes deslizes. O importante é que ele já está em andamento.
Por: Maria Helena Matarazzo *

..."E Deus continuou: Você verdadeiramente Me ama? Eu não pude responder. Como eu poderia? Eu estava inacreditavelmente constrangido. Eu não tinha desculpa. O que eu poderia dizer? Quando meu coração chorou e as lágrimas brotaram, eu disse: Por favor, perdoe-me Senhor. Eu não sou digno de ser seu filho. O Senhor me respondeu: Esta é a minha graça, porque você é a minha criação. Você é minha criança. Eu nunca te abandonarei. Quando você chorar, Eu terei compaixão e chorarei com você. Quando você estiver alegre, Eu vou rir com você. Quando você estiver desanimado, Eu te encorajarei. Quando você cair, Eu vou te levantar. Quando você estiver cansado, Eu te carregarei. Eu serei com você até o final dos tempos, e te amarei para sempre. Eu jamais chorei daquela maneira antes. Como pude ter sido tão frio? Como pude ter magoado Deus como fiz? Eu perguntei a Deus: Quanto me amas? Então o Senhor esticou Seu braço e eu vi Suas mãos com enormes cicatrizes. Logo, curvei-me aos pés de Jesus Cristo, meu Salvador, e pela primeira vez orei"...

julho 09, 2012

happiness...


o plano da fantasia como instrumento de trabalho da subjetividade do plano real,

"Ao longo de todo o filme Big Fish, Will procura ter uma conversa com o pai para conhecer a "verdadeira" versão da vida de Edward Bloom. Ao longo do filme, Will descobre que, embora exagerada, a fantasia do pai tem como fonte a própria realidade (Will descobre quanto é tênue a fronteira entre realidade e ficção). Assim, quando Edward está prestes a morrer, Will finalmente adere à mentalidade do pai e narra uma estória fantasiosa sobre a morte que figura o velório e enterro que estariam para acontecer. A despedida, portanto, tem como tema a fronteira entre realidade e fantasia.Após a despedida, Big Fish apresenta Will no plano da realidade, agora pai, contando histórias fantasiosas para seu filho, tal como seu pai Edward fazia. Por sua vez, Alice apresenta a protagonista, também no plano da realidade, partindo em viagem empreendedora, tal como seu pai. Nos dois casos, é possível dizer de maneira poética que no plano da realidade os filhos metamorfoseiam-se no pai. É assim que Tim Burton, também filho no plano da realidade, rompe as fronteiras entre realidade e a fantasia, metamorfoseando-se nos pais que fícciona. O pai é um empreendedor visionário tido como louco. E tal como o pai de Will, Tim Burton é um contador de histórias fantasioso e exagerado que, de tanto contar estórias, acaba se tornando uma."

julho 08, 2012



"Nós nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Somente através do amor e das amizades é que podemos criar a ilusão, durante um momento, de que não estamos sozinhos."
Orson welles

A Vantagem do Esquecimento


O esquecimento não é só uma vis inertioe, como crêem os espíritos superfinos; antes é um poder activo, uma faculdade moderadora, à qual devemos o facto de que tudo quanto nos acontece na vida, tudo quanto absorvemos, se apresenta à nossa consciência durante o estado da «digestão» (que poderia chamar-se absorção física), do mesmo modo que o multíplice processo da assimiliação corporal tão pouco fatiga a consciencia. Fechar de quando em quando as portas e janelas da consciência, permanecer insensível às ruidosas lutas do mundo subterrâneo dos nossos orgãos; fazer silêncio e tábua rasa da nossa consciência, a fim de que aí haja lugar para as funções mais nobres para governar, para rever, para pressentir (porque o nosso organismo é uma verdadeira oligarquia): eis aqui, repito, o ofício desta faculdade activa, desta vigilante guarda encarregada de manter a ordem física, a tranquilidade, a etiqueta. Donde se coligue que nenhuma felicidade, nenhuma serenidade, nenhuma esperança, nenhum gozo presente poderiam existir sem a faculdade do esquecimento. Friedrich Nietzsche, in "A Genealogia da Moral"

A Frivolidade dos Nossos Anseios de Felicidade


Quando reflectimos sobre a brevidade e a incerteza da vida, quão desprezíveis parecem todos os nossos anseios de felicidade? E, mesmo que estendêssemos a nossa atenção para além da nossa própria vida, quão frívolos parecem os nossos projectos mais vastos e generosos quando consideramos as mudanças e revoluções incessantes nos assuntos humanos, por meio das quais as leis e a cultura, os livros e os governos são postos de lado apressadamente pelo tempo, como por uma correnteza ligeira, e se perdem no imenso oceano da matéria? Tal reflexão seguramente tende a mortificar todas as nossas paixões. Não ajuda ela, porém, a desse modo contrabalançar o artifício da natureza que felizmente nos leva ao engano de acreditar que a vida humana tem alguma importância? E não poderia tal reflexão ser empregada com sucesso por pensadores voluptuosos, com o intuito de nos afastar dos caminhos da acção e da virtude rumo aos campos floridos da indolência e do prazer? David Hume, in 'Ensaios: O Céptico'

julho 07, 2012



A tristeza é portuguesa, concerteza...

julho 06, 2012

Saint-Exupery


... Julgava-me muito rico por ter uma flor única no mundo e, afinal só tenho uma rosa vulgar... Foi então que apareceu uma raposa . - Olá, bom dia! disse a raposa. - Olá, bom dia! - Respondeu delicadamente o princepezinho... -Anda brincar comigo - pediu o princepezinho. Estou tão triste... - Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Ainda ninguém me cativou... Andas á procura de galinhas? (diz a raposa) Não... Ando á procura de amigos. O que é que "cativar" quer dizer? ... Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém. Laços? Sim, laços - disse a raposa. - ... Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo... (raposa) Tenho uma vida terrivelmente monótona... Mas se tu me cativares, a minha vida fica cheia se Sol. Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? ... não me fazem lembrar de nada. É uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então quando eu estiver cativada por ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti... - Só conhecemos as coisas que cativamos - disse a raposa. - Os homens, agora já não tem tempo para conhecer nada. Compram as coisas feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não tem amigos. Se queres um amigo, cativa-me! E o que é preciso fazer? - Perguntou o princepezinho. - É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada . A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar mais perto... Se vieres sempre ás quatro horas, ás três já eu começo a ser feliz... Foi assim que o princepezinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da despedida: - Ai! - exclamou a raposa - Ai que me vou pôr a chorar... ... Então não ganhaste nada com isso! - Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo... Depois acrescentou: - Anda vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. O princepezinho lá foi... - vocês não são nada disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês... - não se pode morrer por vocês... ... A minha rosa sozinha. vale mais do que vocês todas juntar, porque foi a ela que eu reguei, que eu abriguei... Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, ás vezes calar-se. Porque ela é a minha rosa. E então voltou para ao pé da raposa e disse: - Adeus... - Adeus - disse a raposa. - vou-te contar o tal segredo. É muito simples: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos... Foi o tempo que tu perdes-te com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante. - Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...

julho 05, 2012

julho 04, 2012

Manual do Guerreiro da Luz


Um guerreiro é simples como as pombas, e prudente como as serpentes. Quando se reúne para conversar, não julga o comportamento dos outros; sabe que as trevas utilizam uma rede invisível para espalhar seu mal. Esta rede pega qualquer informação solta no ar, e a transforma na intriga e na inveja que parasitam a alma humana. Assim, tudo que é dito a respeito de alguém sempre termina chegando aos ouvidos dos inimigos desta pessoa,acrescido da carga tenebrosa de veneno e maldade. Por isso, quando o guerreiro fala das atitudes de seu irmão, imagina que ele está presente, escutando o que diz.” “Os guerreiros da luz mantém o brilho nos olhos. Estão no mundo, fazem parte da vida de outras pessoas. Começaram sua jornada sem alforge e sem sandálias. Muitas vezes são covardes. Nem sempre agem certo. Os guerreiros da luz sofrem por coisas inúteis, tem atitudes mesquinhas, e às vezes se julgam incapazes de crescer. Frequentemente acreditam-se indignos de qualquer benção ou milagre. Os guerreiros da luz nem sempre têm certeza do que estão fazendo aqui. Muitas vezes passam noites em claro, achando que suas vidas não têm sentido. Por isso são guerreiros da luz. Porque erram. Porque se peguntam. Porque procuram uma razão – e com certeza vão encontrá-la.” “Um guerreiro da Luz nota que certos momentos se repetem. Com freqüência se vê diante dos mesmos problemas e situações que já havia enfrentado. Então fica deprimido. Começa a pensar que é incapaz de progredir na vida, já que os momentos difíceis estão de volta. “Já passei por isso”, ele reclama com seu coração. “Realmente, você já passou”, responde o coração. “Mas nunca ultrapassou”. O guerreiro então compreende que as experiências repetidas têm uma única finalidade: ensinar-lhe o que ainda não aprendeu. Ele passa a procurar uma solução diferente para cada luta repetida – até que encontra a maneira de vencê-la.” “O guerreiro da luz raramente sabe o resultado de uma batalha quando esta acaba. O movimento da luta gerou muita energia a sua volta, e existe um momento onde tanto a vitória como a derrota ainda são possíveis. O tempo irá dizer quem venceu ou perdeu; mas ele sabe que, a partir daquele momento, não pode fazer mais nada: o destino daquela luta esta nas mãos de Deus. Nestes momentos o guerreiro da luz não fica preocupado com os resultados. Examina seu coração e pergunta: “COMBATI O BOM COMBATE?” Se a resposta é positiva, ele descansa. Se a resposta é negativa, ele pega a sua espada e começa a treinar de novo.” “O guerreiro da luz conhece uma velha expressão popular : ‘Se arrependimento matasse … ‘ E sabe que arrependimento mata; vai lentamente corroendo a alma de quem fez algo errado, e leva à autodestruição. O guerreiro não quer morrer desta maneira . Quando age com perversidade ou maldade – porque é um homem cheio de defeitos – ele não tem vergonha de pedir perdão. Se ainda é possível, usa seus esforços para reparar o mal que fez. Um guerreiro da luz não se arrepende, porque arrependimento mata. Ele humilha-se, e conserta o mal que causo.” “O guerreiro da luz medita. Senta-se em um lugar tranqüilo da sua tenda, e entrega-se à luz divina. Ao fazer isto, procura não pensar em nada; desliga-se da busca de prazeres, dos desafios e das revelações- e deixa que seus dons e poderes se manifestem. Mesmo que não os perceba na mesma hora, estes dons e poderes estão tomando conta de sua vida, e vão influir no seu cotidiano. Enquanto medita, o guerreiro não é ele, mas uma centelha da alma do mundo. São estes momentos que lhe permitem entender sua responsabilidade, e agir de acordo com ela. Um guerreiro da luz sabe que- no silêncio do seu coração, existe uma ordem que o orienta.” “É curioso… Comenta o guerreiro da luz: “Encontrei tanta gente que – na primeira oportunidade tenta mostrar o pior de si. Esconde a força interior através da agressividade; disfarça o medo da solidão com o ar da independência. Não acredita na própria capacidade mas vive pregando aos quatro ventos suas virtudes”. O guerreiro da luz lê esta mensagem em muitos homens e mulheres que conhece. Nunca se deixa enganar pelas aparências e faz questão de permanecer em silêncio quando tentam impressioná-lo. Mas usa a ocasião para corrigir suas próprias falhas – já que as pessoas são sempre um bom espelho. Um guerreiro aproveita toda e qualquer oportunidade para ensinar a si mesmo. ” “Caminhos e escolhas Todos os caminhos do mundo levam ao coração do guerreiro; ele mergulha sem hesitar no rio de paixoes que sempre corre em sua vida. O guerreiro sabe que é livre para escolher o que desejar; suas decisões sao tomadas com coragem, despreendimento, e – as vezes – com certa dose de loucura. Aceita suas paixões e as desfruta intensamente. Sabe que nao é preciso renunciar ao entusiasmo das conquistas; elas fazem parte da vida e alegra a todos que delas participam. Mas jamais perde de vista as coisas duradouras, e os laços criados com solidez através do tempo. Um guerreiro sabe distinguir o que é passageiro, e o que é definitivo.” “O treinamento e o combate: Um guerreiro da luz nao conta apenas com as suas forças; usa tambem a energia do seu adversário. Ao iniciar o combate, tudo que ele possui é o seu entusiasmo, e os golpes que aprendeu enquanto treinava; à medida que a luta avança, descobre que o entusiasmo e o treinamento nao sao suficientes para vencer: é preciso experiencia. Entao ele abre seu coração para o Universo, e pede a Deus para inspira-lo, de modo que cada golpe do inimigo seja tambem uma lição de defesa para ele. Os companheiros comentam:”como é supersticioso. Parou a luta para rezar, e respeita os truques do adversário”. O guerreiro nao responde a estas provocações. Sabe que, sem inspiração e experiencia, nao ha treinamento que de resultado. ” “A estratégia O guerreiro da luz jamais trapaceia; mas sabe distrair seu adversário. Por mais ansioso que esteja, joga com os recursos da estrategia para atingir seu objetivo. Quando percebe que esta no fim de suas forças, faz com que o inimigo pense que nao tem pressa. Quando precisa atacar o lado direito, move suas tropas para o esquerdo. Se pretende iniciar a luta imediatamente, finge que esta com sono e prepara-se para dormir. Os amigos comentam:”veja como perdeu seu entusiasmo”. Mas ele nao dá importancia aos comentários, porque os amigos nao conhecem suas taticas de combate. Um guerreiro da luz sabe o que quer. Ele nao precisa ficar explicando. ” “O guerreiro da luz está sempre vigilante. Não pede permissão aos outros para segurar sua espada; simplesmente a toma em suas mãos. Tampouco perde tempo explicando seus gestos; fiel às determinações de Deus, ele responde pelo que faz. Olha para os lados e identifica seus amigos. Olha para trás e identifica seus adversários. É implacável com a traição, mas não se vinga; apenas afasta os inimigos de sua vida, sem lutar com eles além do tempo necessário. Um guerreiro não tenta parecer, ele é. ” “Existem dois tipos de prece… O primeiro tipo é aquele onde se pede que determinadas coisas aconteçam, tentando dizer a Deus o que Ele deve fazer. Não se dá tempo, nem espaço para o Criador atuar. Deus – que sabe muito bem o que é melhor para cada um – vai continuar agindo com Lhe convém. E aquele que reza fica com a sensação de que não foi ouvido. O segundo tipo de prece é aquele em que, mesmo sem compreender o caminhos do Alto, o homem deixa que se cumpram em sua vida os desígnos do Criador. Pede para ser poupado do sofrimento, pede alegria no Bom Combate, mas não esquece de dizer em nenhum momento: “Seja feita a Vossa vontade”. O guerreiro da luz reza desta segunda maneira. “ Manual do Guerreiro da Luz de Paulo Coelho

julho 03, 2012

julho 02, 2012


Adeus Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes. Gastámos tudo menos o silêncio. Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis. Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar. Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. E eu acreditava. Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis. Mas isso era no tempo dos segredos, era no tempo em que o teu corpo era um aquário, era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes. Hoje são apenas os meus olhos. É pouco, mas é verdade, uns olhos como todos os outros. Já gastámos as palavras. Quando agora digo: meu amor, já se não passa absolutamente nada. E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração. Não temos já nada para dar. Dentro de ti não há nada que me peça água. O passado é inútil como um trapo. E já te disse: as palavras estão gastas. Adeus. Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”

julho 01, 2012

Os ombros suportam o mundo


Os ombros suportam o mundo Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco. Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. És todo certeza, já não sabes sofrer. E nada esperas de teus amigos. Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança. As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda. Alguns, achando bárbaro o espetáculo prefeririam (os delicados) morrer. Chegou um tempo em que não adianta morrer. Chegou um tempo que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação.
Drumond de Andrade

Não te quero senão porque te quero, e de querer-te a não te querer chego, e de esperar-te quando não te espero, passa o meu coração do frio ao fogo. Quero-te só porque a ti te quero, Odeio-te sem fim e odiando te rogo, e a medida do meu amor viajante, é não te ver e amar-te, como um cego. Tal vez consumirá a luz de Janeiro, seu raio cruel meu coração inteiro, roubando-me a chave do sossego, nesta história só eu me morro, e morrerei de amor porque te quero, porque te quero amor, a sangue e fogo.
Pablo Neruda - V ( passando tempo... cerimonias hindus a esta hora, no condominio...)


junho 30, 2012

junho 29, 2012


A VIDA EXIGE MUITO MAIS COMPREENSÃO DO QUE CONHECIMENTO.

O AMOR EM VISITA


Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra e seu arbusto de sangue. Com ela encantarei a noite. Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher. Seus ombros beijarei, a pedra pequena do sorriso de um momento. Mulher quase incriada, mas com a gravidade de dois seios, com o peso lúbrico e triste da boca. Seus ombros beijarei. Cantar? Longamente cantar, Uma mulher com quem beber e morrer. Quando fora se abrir o instinto da noite e uma ave o atravessar trespassada por um grito marítimo e o pão for invadido pelas ondas, seu corpo arderá mansamente sob os meus olhos palpitantes ele - imagem inacessível e casta de um certo pensamento de alegria e de impudor. Seu corpo arderá para mim sobre um lençol mordido por flores com água. Ah! em cada mulher existe uma morte silenciosa; e enquanto o dorso imagina, sob nossos dedos, os bordões da melodia, a morte sobe pelos dedos, navega o sangue, desfaz-se em embriaguez dentro do coração faminto. - Ó cabra no vento e na urze, mulher nua sob as mãos, mulher de ventre escarlate onde o sal põe o espírito, mulher de pés no branco, transportadora da morte e da alegria. Dai-me uma mulher tão nova como a resina e o cheiro da terra. Com uma flecha em meu flanco, cantarei. E enquanto manar de minha carne uma videira de sangue, cantarei seu sorriso ardendo, suas mamas de pura substância, a curva quente dos cabelos. Beberei sua boca, para depois cantar a morte e a alegria da morte. Dai-me um torso dobrado pela música, um ligeiro pescoço de planta, onde uma chama comece a florir o espírito. À tona da sua face se moverão as águas, dentro da sua face estará a pedra da noite. - Então cantarei a exaltante alegria da morte. Nem sempre me incendeiam o acordar das ervas e a estrela despenhada de sua órbita viva. - Porém, tu sempre me incendeias. Esqueço o arbusto impregnado de silêncio diurno, a noite imagem pungente com seu deus esmagado e ascendido. - Porém, não te esquecem meus corações de sal e de brandura. Entontece meu hálito com a sombra, tua boca penetra a minha voz como a espada se perde no arco. E quando gela a mãe em sua distância amarga, a lua estiola, a paisagem regressa ao ventre, o tempo se desfibra - invento para ti a música, a loucura e o mar. Toco o peso da tua vida: a carne que fulge, o sorriso, a inspiração. E eu sei que cercaste os pensamentos com mesa e harpa. Vou para ti com a beleza oculta, o corpo iluminado pelas luzes longas. Digo: eu sou a beleza, seu rosto e seu durar. Teus olhos transfiguram-se, tuas mãos descobrem a sombra da minha face. Agarro tua cabeça áspera e luminosa, e digo: ouves, meu amor?, eu sou aquilo que se espera para as coisas, para o tempo - eu sou a beleza. Inteira, tua vida o deseja. Para mim se erguem teus olhos de longe. Tu própria me duras em minha velada beleza. Então sento-me à tua mesa. Porque é de ti que me vem o fogo. Não há gesto ou verdade onde não dormissem tua noite e loucura, não há vindima ou água em que não estivesses pousando o silêncio criador. Digo: olha, é o mar e a ilha dos mitos originais. Tu dás-me a tua mesa, descerras na vastidão da terra a carne transcendente. E em ti principiam o mar e o mundo. Minha memória perde em sua espuma o sinal e a vinha. Plantas, bichos, águas cresceram como religião sobre a vida - e eu nisso demorei meu frágil instante. Porém teu silêncio de fogo e leite repõe a força maternal, e tudo circula entre teu sopro e teu amor. As coisas nascem de ti como as luas nascem dos campos fecundos, os instantes começam da tua oferenda como as guitarras tiram seu início da música nocturna. Mais inocente que as árvores, mais vasta que a pedra e a morte, a carne cresce em seu espírito cego e abstracto, tinge a aurora pobre, insiste de violência a imobilidade aquática. E os astros quebram-se em luz sobre as casas, a cidade arrebata-se, os bichos erguem seus olhos dementes, arde a madeira - para que tudo cante pelo teu poder fechado. Com minha face cheia de teu espanto e beleza, eu sei quanto és o íntimo pudor e a água inicial de outros sentidos. Começa o tempo onde a mulher começa, é sua carne que do minuto obscuro e morto se devolve à luz. Na morte referve o vinho, e a promessa tinge as pálpebras com uma imagem. Espero o tempo com a face espantada junto ao teu peito de sal e de silêncio, concebo para minha serenidade uma ideia de pedra e de brancura. És tu que me aceitas em teu sorriso, que ouves, que te alimentas de desejos puros. E une-se ao vento o espírito, rarefaz-se a auréola, a sombra canta baixo. Começa o tempo onde a boca se desfaz na lua, onde a beleza que transportas como um peso árduo se quebra em glória junto ao meu flanco martirizado e vivo. - Para consagração da noite erguerei um violino, beijarei tuas mãos fecundas, e à madrugada darei minha voz confundida com a tua. Oh teoria de instintos, dom de inocência, taça para beber junto à perturbada intimidade em que me acolhes. Começa o tempo na insuportável ternura com que te adivinho, o tempo onde a vária dor envolve o barro e a estrela, onde o encanto liga a ave ao trevo. E em sua medida ingénua e cara, o que pressente o coração engasta seu contorno de lume ao longe. Bom será o tempo, bom será o espírito, boa será nossa carne presa e morosa. - Começa o tempo onde se une a vida à nossa vida breve. Estás profundamente na pedra e a pedra em mim, ó urna salina, imagem fechada em sua força e pungência. E o que se perde de ti, como espírito de música estiolado em torno das violas, a morte que não beijo, a erva incendiada que se derrama na íntima noite - o que se perde de ti, minha voz o renova num estilo de prata viva. Quando o fruto empolga um instante a eternidade inteira, eu estou no fruto como sol e desfeita pedra, e tu és o silêncio, a cerrada matriz de sumo e vivo gosto. - E as aves morrem para nós, os luminosos cálices das nuvens florescem, a resina tinge a estrela, o aroma distancia o barro vermelho da manhã. E estás em mim como a flor na ideia e o livro no espaço triste. Se te apreendessem minhas mãos, forma do vento na cevada pura, de ti viriam cheias minhas mãos sem nada. Se uma vida dormisses em minha espuma, que frescura indecisa ficaria no meu sorriso? - No entanto és tu que te moverás na matéria da minha boca, e serás uma árvore dormindo e acordando onde existe o meu sangue. Beijar teus olhos será morrer pela esperança. Ver no aro de fogo de uma entrega tua carne de vinho roçada pelo espírito de Deus será criar-te para luz dos meus pulsos e instante do meu perpétuo instante. - Eu devo rasgar minha face para que a tua face se encha de um minuto sobrenatural, devo murmurar cada coisa do mundo até que sejas o incêndio da minha voz. As águas que um dia nasceram onde marcaste o peso jovem da carne aspiram longamente a nossa vida. As sombras que rodeiam o êxtase, os bichos que levam ao fim do instinto seu bárbaro fulgor, o rosto divino impresso no lodo, a casa morta, a montanha inspirada, o mar, os centauros do crepúsculo - aspiram longamente a nossa vida. Por isso é que estamos morrendo na boca um do outro. Por isso é que nos desfazemos no arco do verão, no pensamento da brisa, no sorriso, no peixe, no cubo, no linho, no mosto aberto - no amor mais terrível do que a vida. Beijo o degrau e o espaço. O meu desejo traz o perfume da tua noite. Murmuro os teus cabelos e o teu ventre, ó mais nua e branca das mulheres. Correm em mim o lacre e a cânfora, descubro tuas mãos, ergue-se tua boca ao círculo de meu ardente pensamento. Onde está o mar? Aves bêbedas e puras que voam sobre o teu sorriso imenso. Em cada espasmo eu morrerei contigo. E peço ao vento: traz do espaço a luz inocente das urzes, um silêncio, uma palavra; traz da montanha um pássaro de resina, uma lua vermelha. Oh amados cavalos com flor de giesta nos olhos novos, casa de madeira do planalto, rios imaginados, espadas, danças, superstições, cânticos, coisas maravilhosas da noite. Ó meu amor, em cada espasmo eu morrerei contigo. De meu recente coração a vida inteira sobe, o povo renasce, o tempo ganha a alma. Meu desejo devora a flor do vinho, envolve tuas ancas com uma espuma de crepúsculos e crateras. Ó pensada corola de linho, mulher que a fome encanta pela noite equilibrada, imponderável - em cada espasmo eu morrerei contigo. E à alegria diurna descerro as mãos. Perde-se entre a nuvem e o arbusto o cheiro acre e puro da tua entrega. Bichos inclinam-se para dentro do sono, levantam-se rosas respirando contra o ar. Tua voz canta o horto e a água - e eu caminho pelas ruas frias com o lento desejo do teu corpo. Beijarei em ti a vida enorme, e em cada espasmo eu morrerei contigo. Herberto Helder

“Meu fim é meu começo”



junho 25, 2012

A saudade


A saudade é uma palavra doce, quando podemos regressar ao nosso abrigo emocional, sentir o abraço terno do nosso amor... Quando não é amarga e dolorosa, essa outra face da saudade que nos sofre, e chora no coração. Mas a vida é também isso, é dor, a dor faz parte da existência humana, parece servir para algo, aprender, amadurecer a consciência e crescer. Entregamos-nos tanto ao amor, tão intensamente, acreditamos na sua eternidade e na perfeição por quem nos apaixonamos, esperamos viver um amor feliz, e esquecemos sempre algo nesse caminho, que penso ser a essência pela qual nos unimos nessa luta intensa e dolorosa que é o amor.

Oh Oooh yeah Ah Ziggy played guitar, jamming good with Weird and Gilly, and the spiders from Mars. He played it left hand But made it too far Became the special man, then we were Ziggy's band now Ziggy really sang, screwed up eyes and screwed down hairdo Like some cat from Japan,aww he could lick 'em by smiling He could leave 'em to hang 'came on so loaded man, well hung and snow white tan. So where were the spiders, while the fly tried to break our balls With just the beer light to guide us, So we bitched about his fans and should we crush his sweet hands? Oh Ooh oh Ziggy played for time, jiving us that we were voodoo The kid was just crass, he was the nazz With God given ass aww He took it all too far but boy could he play guitar Making love with his ego Ziggy sucked up into his mind Like a leper messiah When the kids had killed the man I had to break up the band. Oh yeah

junho 24, 2012


Nunca tinha estado tão sozinho, sozinho sem a presença de alguém para conversar, na solidão procuramos abstrair-nos, o que consiste em manter a mente distraida, procurando prazeres, e concluí que o prazer nos mantém adormecidos. O lado bom, ainda que custe, o lado bom da solidão é que nos obriga a pensar, é o lado bom de não falar a língua do local onde estamos e não ter alguém que fale a nossa para conversar. Então conversamos com nós mesmos, pensamos em ir pelo mundo sozinhos nesta aventura em que existe uma espécie de unificação com o próprio ser. Por outro lado parece que se entende o amor incondicional, se entende a pureza do amor que se teve, apenas esse amor simples e cândido como uma pétala branca, é esta conclusão que leva a que haja aquele lugar apenas para uma pessoa no meu coração; não importa que ela não exista mais para mim, não importa que a sua ausência seja definitiva e que não me ame mais, ou o julgamento de quem não compartilhou os nossos sentimentos, importa a verdade do que sinto, e sinto um amor que liberta, incondicional, algo que enfrenta o meu ego e me orgulha perceber uma força diferente em mim, e sorrio na pureza desse amor desconhecendo as suas razões. Tenho o coração aberto, e a vida pela frente sigo sozinho, sozinho sem ti... Sigo comigo e um pedacinho de ti.

junho 23, 2012

junho 21, 2012


Adoro o teu cheiro... mmmm... fecho os olhos e inspiro... ainda o sinto quando fecho os olhos e inspiro esse teu perfume que ainda reside na minha alma. Sou o louco que guardou o teu perfume na gaveta da minha alma...

Um poeta apaixonado é poeta o dia inteiro, as suas palavras são todas poesia proferidas ao seu amor cantando do coração, até que é roubado e se entrega da paixão ao seu amor, e esquecesse de si da sua poesia, mas vive o seu amor... E volta a poesia um dia, quando a luz se for e quando essa luz vier, como o dia se divide da noite e a noite do dia.


Vem amor, preencher-me a alma... Que me faltas, vem se o sentido que te move te quer levar até nós, na afirmação da verdade que do amor nos provou, ainda na vitoriosa existência da unidade dos corpos nús sobre a cama perfumada onde nos contemplamos...
"A Recuperação da Alma Quando a uma árvore são cortados os ramos da copa, vão-lhe nascendo mais perto da raiz novos rebentos. Do mesmo modo, também as almas que ao despontar adoecem e quase fenecem regressam frequentemente à primavera dos sentimentos, à apreensiva infância onde tudo começa, como se aí pudessem encontrar novas esperanças e reatar o fio condutor da vida que antes fora quebrado. Os rebentos que brotaram perto das raízes anseiam por uma rápida ascensão, mas tudo não passa de uma ilusão, pois nunca a partir deles se voltará a desenvolver uma verdadeira árvore."> Hermann Hesse, in "Hans"

Despertei no amanhecer do dia, o falo erecto sentiu a tua mão adivinhando o teu toque esfregas o teu peito contra o meu e beijamos-nos apaixonadamente. Depois só mais um sonho abraçados na inconsciência.

junho 19, 2012


A minha mão desce suavemente pelo teu colo... Sublime a chegar ao teu prazer. A minha mão gira suave sobre o teu ventre... sublime toque no teu prazer, eu senti-o latejante e humido, salivando de prazer ao sabor do teu corpo sem resistir...


Espero por ti por longos dias, que a tua presença retorne com um abraço apertado e feliz. Que o teu sonho seja real, que o teu coração me ame que a nossa vida seja um reencontro num campo de flores amarelas reluzindo com a luz do Sol.

junho 18, 2012

junho 17, 2012

junho 14, 2012


There is nothing to be removed from it And not the slightest to be added. Actual reality is to be seen as it really is— Who sees actual reality is released. The basic element is empty of what is adventitious, Which has the characteristic of being separable. It is not empty of the unsurpassable dharmas, Which have the characteristic of being inseparable.

junho 13, 2012

Pode um homem encontrar a felicidade dentro de si quando assombrado por uma dor de morte, trava uma guerra interior que jamais podia imaginar, como se a vida se perdesse vagarosamente...
"Quanto mais se ama mais se sofre. A totalidade das dores possíveis para cada alma é proporcional ao seu grau de perfeição." Foi para ti que desfolhei a chuva para ti soltei o perfume da terra toquei no nada e para ti foi tudo Para ti criei todas as palavras e todas me faltaram no minuto em que talhei o sabor do sempre Para ti dei voz às minhas mãos abri os gomos do tempo assaltei o mundo e pensei que tudo estava em nós nesse doce engano de tudo sermos donos sem nada termos simplesmente porque era de noite e não dormíamos eu descia em teu peito para me procurar e antes que a escuridão nos cingisse a cintura ficávamos nos olhos vivendo de um só amando de uma só vida Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"

junho 04, 2012

junho 02, 2012

junho 01, 2012

maio 28, 2012

Associação Cenário-Ovar Construção de barco classe Vouga, em progresso pelo Mestre: Hélder Ventura.


Devia existir um mundo ao qual pudéssemos ir, uma opção interdimensional ou espécie de dualidade que despertasse as portas da percepção onde houvesse o poder de decidir e escolher entre os diversos estágios de existência material e imaterial.

maio 27, 2012

maio 25, 2012

The Rules for Being Human


As Regras para Ser Humano Quando você nasceu, você não veio com o manual do proprietário; essas dicas fazem a vida melhor. 1. Você receberá um corpo. Você pode gostar dele ou odiá-lo, mas é a única coisa que você tem certeza de manter para o resto de sua vida. 2. Você vai aprender lições. Você está matriculado numa escola informal de tempo integral chamada "Vida no Planeta Terra." Cada pessoa ou incidente é o Mestre Universal. 3. Não existem erros, apenas lições. O crescimento é um processo de experimentação. "Falhas" são tão parte do processo como "sucesso". 4. Uma lição é repetida até ser aprendida. Será apresentada a você em várias formas até que você aprenda, então você pode ir para a próxima lição. 5. Se você não aprender as lições fáceis, elas se tornam difíceis. Problemas externos são o preciso reflexo do seu estado interno. 6. Você saberá que aprendeu uma lição quando suas acções mudarem. Sabedoria é prática. Um pouco de alguma coisa é melhor que nada. 7. "Lá" não é melhor do que "aqui". Quando o seu "lá" se torna "aqui", você simplesmente arranja outro "lá" que de novo parecerá melhor que "aqui". 8. Outros são apenas espelhos de você. Você não pode amar ou odiar algo sobre alguém, a menos que reflita no você ama ou odeia em si mesmo. 9. Sua vida é com você. A vida dá a tela, você faz a pintura. Assuma o controle de sua vida "ou alguém o fará". 10. Você sempre consegue o que quer. Seu subconsciente determina quais energias, experiências e pessoas você atrai, portanto, a única maneira infalível de saber o que você quer é ver o que você tem. Não existem vítimas, apenas estudantes. 11. Não há certo ou errado, mas existem consequências. Moralizar não ajuda. Julgar só o prenderá a padrões. Basta fazer o seu melhor. 12. Suas respostas estão dentro de você. Crianças precisam da direcção dos outros; à medida que amadurecemos, nós confiamos nossos corações, onde as Leis do Espírito Santo estão escritas. Você sabe mais do que você ouviu, leu ou foi dito. Tudo que você precisa fazer é olhar, ouvir e confiar. 13. Você vai esquecer tudo isso. 14. Você pode se lembrar de quaisquer momentos que desejar. José Stevens - Abril de 2001

maio 24, 2012

maio 21, 2012



A água do meu rio é fresca e cristalina, vem das fontes da montanha longínqua que fica bem longe de onde termina a água do meu rio semente que germina vida, é o rio de todas as flores e animais todos bebem de si quando passa a sua sabedoria não tem consciência que alimenta o mundo esse rio corre-me nas veias mas não é meu, esse rio floresce do ventre maternal da terra rochosa que fica longe mas chega até mim Nele posso navegar, fechar-me ao que avisto e vê-lo cristalizado na minha mente o rio sobe e desce com as marés, dança com as luas que passam pelo fluxo contínuo da alma transparente deste meu rio No dia brilha nele o sol que o ilumina no seu horizonte se põe e na noite o reflexo vaidoso da lua, espelhada nos olhos do meu rio, esse rio vem do céu, entranha-se na terra e desce ao inferno o meu rio, que não é o meu rio renasce por fim em ascensão purificado e enche o mundo e pinta as margens de cor, azuis, vermelhos, amarelos, verdes de uma paleta sem fim preenche o mundo de paisagens impressionistas onde reencarnam almas de Monet e Renoir as crianças brincam no prazer de se sujar, na experiência feliz de sentir a vida na pele.

maio 20, 2012



Há uma espécie de tempo suspenso nas memórias tempo sem fluxo e direcção futuro ou presente é esse tempo que se foi, o momento que jaz, parado no tempo da efémera festa da vida esse tempo é o luto recordado onde já não se vive e o dia de ontem passa suspenso na linha de corda onde se aventura o equilibrista procurando a ponta onde termina o espectáculo é admirável o seu tempo, o momento passageiro onde existe mas sempre desaparece na escuridão do cenário na linha temporal onde olhares se puseram no recear da sua queda a vida mortal cede o tempo a um brilho que se vai apagando no entristecer da beleza no passar do tempo que brilharam tantos olhos rebentaram corações, se incendiaram nos beijos e abraços e se aqueciam nas noites frias de um inverno que não nos importava, porque nada poderia destruir o instante feliz do nosso abraçar nada se perpetua no tempo, mas o tempo que se vive é o tempo que amamos é o tempo que nos sente é a vida que nos eleva...


a noite perdeu-se sem ti, nem o céu estrelou nem cometas se viram rainha morena, a noite perdeu-se na lua sem fim no brilho do teu olhar, deusa das pirâmides douradas do Nilo a sírius chovem lágrimas riscadas de fogo cósmico de saudade de ti grita o universo soprando os prados sem ti nem mim partiu o disco solar gritando ruidosamente chuva de lágrimas doridas avermelhando-se na tua ausência do meu mundo teu mundo nosso, sem mim nem ti espaço tornado infinito ímpar, dividido sem partilha - ou sentido de perdido que estou sem ti nem mim solidão invertida, noite fria sem o calor de ti sopradas areias do deserto serpenteiam a existência cósmica das tuas dóceis formas rainha morena das pirâmides sem mim.

maio 19, 2012




Depois de muita poeira de serrim...

Uma Vimana.

maio 18, 2012

maio 15, 2012


Ainda não tive a oportunidade, não nos encontramos na rua aproveitando o dia ou no café a ler um livro usufruindo da luz natural do mundo, encontra-mo-nos existindo virtualmente, onde as amizades os amores e a vida se imaterializam e ainda assim pensamos que estamos ligados pela nossa história em comum, começa-me a parecer que já não temos nada palpável, e as relações talvez se tenham convertido numa espécie de oportunismo de rede. Sem contacto no mundo fisico, dispersa-mo-nos da vida emocional real, hoje aproveito para oficializar virtualmente a minha relação ao mundo, mas vou até lá fora experimentar sentir os pés na relva empoeirando-os de seguida na terra fresca dos campos onde plantaram vidas novas, de seguida darei de beber aos meus cactos que precisam de toda a atenção do mundo para que possam germinar. Talvez possa aprender uma nova vida com as suas sementes. Até qualquer dia.

maio 14, 2012

Touch Me Come on, come on, Come on, come on Now, touch me, babe. Can't you see that I am not afraid? What was that promise that you made? Why won't you tell me what she said? What was that promise that you made? Now, I'm gonna love you 'Til the heaven stops the rain. I'm gonna love you 'Til the stars fall from the sky For you and I. Come on, come on, Come on, come on Now, touch me, babe. Can't you see that I am not afraid? What was that promise that you made? Why won't you tell me what she said? What was that promise that you made? I'm gonna love you 'Til the heaven stops the rain. I'm gonna love you 'Til the stars fall from the sky For you and I. I'm gonna love you 'Til the heaven stops the rain. I'm gonna love you 'Til the stars fall from the sky For you and I.

maio 11, 2012

O Deus do amor


É belo o mito de que existe um deus do amor; essa é uma grande compreensão. Assim, duas pessoas que se amam podem se render ao deus e permanecer independentes. E quando você é independente, há beleza; senão, você se torna apenas uma sombra, ou seu parceiro se torna uma sombra. Caso ele se torne uma sombra, naquele exato momento você começa a perder o interesse - quem ama uma sombra? Caso você se torne uma sombra, seu parceiro começa a perder interesse por você. Desejamos amar seres humanos reais, e não sombras. Não há necessidade de se tornar a sombra de alguém. Você permanece você mesmo e seu parceiro permanece ele mesmo ou ela mesma. Na verdade, ao se entregar ao deus do amor, você se torna autêntico. E você nunca é tão autêntico como quando se torna autêntico pela primeira vez. Dois seres autênticos podem amar, e podem amar profundamente, e então não haverá necessidade de se conterem. Deixe-me sublinhar esta idéia: quando você está entregue ao deus do amor, não é tão importante se seu parceiro permanecerá com você ou o deixará. Uma coisa é importante: que o amor permaneça. Sua entrega é para o amor, e não para o seu parceiro. Assim, o único ponto é não trair o amor. As pessoas amadas podem mudar, o amor deve permanecer. Uma vez entendido isso, não haverá medo. Osho

Kuhaylan


Alá disse ao vento do sul que dele criaria o cavalo àrabe. "Assim seja" disse o vento, depois prendeu uma parte do sopro e lançou-o às crinas do cavalo, para que nunca esquecesse de onde vinha. Mas acontece que o cavalo era tão veloz e tão ardiloso quem ninguém o conseguia montar, até surgir Ismael o primeiro fiel que conseguiu domesticar um deles a quem chamou Kuhaylan, o antilope negro...

maio 10, 2012


"Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar.... Apesar de todas as conseqüências." "Quando você atinge a iluminação não se torna uma nova pessoa. Na verdade, você não ganha nada, apenas perde algo: se desprende de suas correntes, de suas amarras, deixa para trás seu sofrimento. A iluminação é um processo de perda. Quando não há nada a perder, esse estado é o nirvana. Esse estado de completo silêncio pode ser chamado de iluminação." *** RELACIONAMENTO "O relacionamento existe porque o amor não está presente. O amor não é um relacionamento. O amor se relaciona, mas não é um relacionamento. Relacionamento é algo acabado. Relacionamento é um substantivo; o ponto final chegou, a lua de mel acabou. Agora não há alegria, não há entusiasmo, agora tudo está acabado. Você pode continuar o relacionamento apenas para manter suas promessas. Pode levá-lo avante porque é confortável, conveniente, cômodo. Pode levá-lo avante porque não há nada mais a fazer. Pode levá-lo avante porque se o romper, isso vai lhe trazer muitos problemas. Relacionamento significa algo completo, acabado, fechado. O amor nunca é um relacionamento: amor é relacionar-se - é sempre um rio fluindo, interminável." *** “O estado mais elevado de amor não é, de modo algum, um relacionamento: é simplesmente um estado do seu ser. Assim como as árvores são verdes, aquele que ama é amoroso. Elas não são verdes apenas para determinadas pessoas: não é que quando você aparecer, elas se tornam verdes. A flor continua espalhando sua fragrância quer alguém apareça ou não, quer alguém aprecie ou não. A flor não começa a liberar sua fragrância quando um grande poeta está se aproximando – 'Bem, este homem apreciará, este homem será capaz de compreender quem eu sou'. E ela não fecha suas portas quando vê que uma pessoa estúpida, idiota, está passando por ali – uma pessoa insensível, obtusa, um político ou alguém parecido... Ela não se fecha – 'Qual o sentido? Por que jogar pérola aos porcos?' Não, a flor continua espalhando sua fragrância. Trata-se de um estado, não de um relacionamento.” *** “O propósito da terapia é levá-lo ao ponto onde você possa ver a sua falta de naturalidade . (...) O propósito é simplesmente torná-lo consciente de onde você está, do que fez a si mesmo – o mal que tem sempre causado e ainda está causando, as feridas que está criando em seu próprio ser. Cada uma das feridas tem sua assinatura – esse é o objetivo da terapia, fazer com que você se dê conta de sua assinatura; que as feridas levam sua assinatura, que ninguém mais as tem causado; que todas as correntes que o envolvem são criadas por você; que a prisão na qual você vive é obra sua. Ninguém a está fazendo para você.” *** "O amor é alquímico. Se você se amar, a sua parte feia desaparecerá, será absorvida, será transformada. A energia é liberada daquela forma. Todas as coisas que são chamadas de pecado simplesmente desaparecem. Ame-se. Esse deveria ser o mandamento fundamental. Ame-se. Tudo o mais se seguirá, mas esse é o alicerce. " *** INTELIGÊNCIA Nascemos para atingirmos o êxtase, a felicidade suprema, é nosso direito de nascença. Mas as pessoas são tão tolas, nem mesmo exigem seus direitos de nascença. Ficam mais preocupadas com aquilo que os outros possuem e começam a correr atrás dessas coisas. Nunca olham para dentro, nunca procuram em suas próprias casas. Uma pessoa inteligente irá começar sua busca a partir de seu ser interior. Este será o ponto de partida de sua exploração, porque a menos que eu saiba o que está dentro de mim, como poderei sair procurando mundo afora? O mundo é tão vasto. E aqueles que olharam para dentro encontraram imediatamente aquilo que buscavam. Não é uma questão de progresso gradual, é um fenômeno súbito, uma iluminação repentina. *** UM LUGAR QUE FAZ ECO O Amor não deveria ser exigente, senão, ele perde as asas e não pode voar; torna-se enraizado na terra e fica muito mundano. Então ele é sensualidade e traz grande infelicidade e sofrimento. O amor não deveria ser condicional, nada se deveria esperar dele. ele deveria estar presente, por estar presente, e não por alguma recompensa, e não por algum resultado. Se houver algum motivo nele, novamente seu amor não poderá se tornar o céu. Ele está confinado ao motivo;o motivo se torna sua definição, sua froteira. Um amor não motivado não tem fronteiras: É a fragância do coração. E o fato de não haver desejo de algum resultado não quer dizer que não haja resultados. Há sim, e eles acontecem mil vezes mais, porque tudo o que damos ao mundo retorna e ressoa. O mundo é um lugar que faz eco. Se atirarmos raiva voltará; se dermos amor, o amor voltará. Mas, esse é um fenômeno natural, e não precisamos pensar sobre ele. Podemos confiar: isso acontece por si mesmo. Esta é a lei do carma: Tudo o que você semeia, você colhe; tudo o que voce dá,voce recebe. Assim, não há necessidade de pensar a respeito, é automático. Odeie, e será odiado; ame; e será amado. *** É possível amar o mundo inteiro... O amor nunca deveria ser possessivo... Não deveria ser exclusivo, e sim inclusivo...Quando o amor é inclusivovocê é capaz de reconhecê-lo como tal... Quando um amor é exclusivo,dedicado exclusivamente a uma pessoa, você o restringe tanto que acabará matando-o. Você estará destruindo sua infinitude... As pessoas deveriam amar... O amor não deveria ser apenas um relacionamento:deveria ser um estado do ser... E sempre que você ama uma pessoa, através dela ama a todos..." *** "Não se preocupe com a perfeição. Substitua a palavra "perfeição" por "totalidade". Não pense que você tem de ser perfeito, pense que tem de ser total. A totalidade dá a você uma dimensão diferente." *** "Ame algo mais elevado, algo maior, algo no qual você se perderá e que não possa controlar; você pode ser possuído por ele, mas não pode possuí-lo. Então o ego desaparece, e, quando o amor não tiver ego, ele será prece." *** “Se você tinha que ser um dançarino, a vida virá por aquela porta, porque ela pensa que você é um dançarino. Ela bate na porta, mas você não está lá; você é um bancário. E como a vida vai saber que você se tornou um bancário? Deus vem a você da maneira que ele quer que você seja; ele conhece apenas aquele endereço. Mas você nunca é encontrado lá, você está sempre em algum outro lugar, escondendo-se atrás da máscara de alguém que não é você, com os trajes de alguém que não é você e usando o nome de alguém que não é você. Como você espera que Deus possa encontrá-lo? Ele segue procurando por você. Ele sabe o seu nome, mas você abandonou aquele nome. Ele conhece o seu endereço, mas você nunca morou lá. Você permitiu que o mundo desviasse você”. OSHO

maio 09, 2012


Senti me um defeito, fugi do sofrimento, da sensaçao incapaz de nao ser o que me pedias. Nao sinto que foi tudo em vao, sofro com a falta de ti, porém alegra me a força desta ligaçao, deste amor que vivi, que vive dentro de mim. Se a vida te esquecer de mim, eu irei pelo caminho que me encontrou. Mas nunca esquecerei a força deste amor.

maio 08, 2012


é só isso que eu sou... mas só isso pode ser muita coisa
pode ser até grandioso talvez nao sejamos todos o mesmo caminho mas de certo que todos temos o mesmo destino e todos temos uma importância diferente cada gota que cai nesta noite nao cai no mesmo lugar que as outras nem encharcam a mesma terra mas todas elas saciam as flores do campo que alimentam as criaturas do mundo essas que serão consumidas pela mão que as alimentou... A mente universal

maio 07, 2012

maio 05, 2012

Adormeci no teu peito após olhar-te uma ultima vez e um brilho reconfortante me adormeceu na luz dos teus olhos, respirei a tua pele suave e doce envolvida no meu rosto serias um dia de sol carinhoso, um longo dia sem horas nem fim eterna no teu amar, meiga nas palmas das mãos no teu toque meloso, cândidos olhos de mel lábios ternos, um beijo quente durante o meu dormir, tudo foram sonhos eternos quando sonhados. havíamos perdido os remos do barco, aquando se deram os temporais perdemo-nos no mar zangado da vida e esqueceremos amanhecer abraçados o amor dissipar-se-á, não voltaremos ao momento explosivo que nos levou juntos, a amar não voltaremos a esse intenso instante que nos fez encontrar.

Momentos de fraqueza na vida qualquer um os poderá ter, e, se hoje passámos sem eles, tenhamo-los por certos amanhã. José Saramago - As Intermitências da Morte

ninguém é refém de mim tão pouco sou eu preso mim mesmo há homens que prescindem da própria vida quando a sua vida fica refém do mundo e dos homens Poderá a morte ser forma de libertação a cura de vidas apodrecidas pela condicionável tortura do ser será que a alma grita por liberdade Fora de mim consigo existir, no brilho do sol na natureza que dança no sopro do vento, no horizonte azul distante de mim e tudo parece bonito, nessa distância que há entre mim e o infinito, infinito esse para onde se dirigem as nuvens. Não tenho o prazer de ouvir a voz das aves, só há um ruído perturbador entre a voz do meu corpo e a melodia do mundo, que me separa do prazer de contemplar, antes eu era outra pessoa, agora sou refém de mim mesmo muitas vezes me questionei acerca do que realmente gostaria de ser ou viver, (além do sonho inquestionável de ter ao meu lado o grande amor) o meu maior sonho é ouvir o silencio, é fechar os olhos e sorrir de prazer por poder ouvir o mundo cantar, e só essa melodia assimilada pelo meu sentido auditivo.

abril 30, 2012

abril 29, 2012

abril 26, 2012


O RIO DA POSSE Que somos todos diferentes, é um axioma da nossa naturalidade. Só nos parecemos de longe, na proporção, portanto, em que não somos nós. A vida é, por isso, para os indefinidos; só podem conviver os que nunca se definem, e são, um e outro, ninguéns. Cada um de nós é dois, e quando duas pessoas se encontram, se aproximam, se ligam, é raro que as quatro possam estar de acordo. O homem que sonha em cada homem que age, se tantas vezes se malquista com o homem que age, como não se malquistará com o homem que age e o homem que sonha no Outro. Somos forças porque somos vidas. Cada um de nós tende para si próprio com escala pelos outros. Se temos por nós mesmos o respeito de nos acharmos interessantes, (...) Toda a aproximação é um conflito. O outro é sempre o obstáculo para quem procura. Só quem não procura é feliz; porque só quem não busca encontra, visto que quem não procura já tem, e já ter, seja o que for, é ser feliz (como não pensar é a parte melhor, de ser rico). Olho para ti, dentro de mim, noiva suposta, e já nos desavimos antes de existires. O meu hábito de sonhar claro dá-me uma noção justa da realidade. Quem sonha demais precisa de dar realidade ao sonho. Quem dá realidade ao sonho tem que dar ao sonho o equilíbrio da realidade. Quem dá ao sonho o equilíbrio da realidade, sofre da realidade de sonhar tanto como da realidade da vida (e do irreal do sonho com o de sentir a vida irreal). Estou-te esperando, em devaneio, no nosso quarto com duas portas, e sonho-te vindo e no meu sonho entras até mim pela porta da direita; se, quando entras, entras pela porta da esquerda, há já uma diferença entre ti e o meu sonho. Toda a tragédia humana está neste pequeno exemplo de como aqueles com quem pensamos nunca são aqueles em quem pensamos. O amor perde identidade na diferença, o que é impossível já na lógica, quanto mais no mundo. O amor quer possuir, quer tornar seu o que tem de ficar fora para ele saber que só torna seu se não é. Amar é entregar-se. Quanto maior a entrega, maior o amor. Mas a entrega total entrega também a consciência do outro. O amor maior é por isso a morte, ou o esquecimento, ou a renúncia — os amores todos que são os absurdiandos do amor. No terraço antigo do palácio, alçado sobre o mar, meditaremos em silêncio a diferença entre nós. Eu era príncipe e tu princesa, no terraço à beira do mar. O nosso amor nascera do nosso encontro, como a beleza se criou do encontro da Lua com as águas. O amor quer a posse, mas não sabe o que é a posse. Se eu não sou meu, como serei teu, ou tu minha? Se não possuo o meu próprio ser, como possuirei um ser alheio? Se sou já diferente daquele de quem sou idêntico, como serei idêntico daquele de quem sou diferente. O amor é um misticismo que quer praticar-se, uma impossibilidade que só é sonhada como devendo ser realizada. Metafísico. Mas toda a vida é uma metafísica às escuras, com um rumor de deuses e o desconhecimento da rota como única via. A pior astúcia comigo da minha decadência é o meu amor à saúde e à claridade. Achei sempre que um corpo belo e o ritmo feliz de um andar jovem tinham mais competência no mundo que todos os sonhos que há em mim. E com uma alegria da velhice pelo espírito que sigo às vezes — sem inveja nem desejo — os pares casuais que a tarde junta e caminham braço com braço para a consciência inconsciente da juventude. Gozo-os como gozo uma verdade, sem que pense se me diz ou não respeito. Se os comparo a mim, continuo gozando-os, mas como quem goza uma verdade que o fere, juntando à dor da ferida a consciência de ter compreendido os deuses. Sou o contrário dos espiritualistas simbolistas, para quem todo o ser, e todo o acontecimento, é a sombra de uma realidade de que é a sombra apenas. Cada coisa, para mim, é, em vez de um ponto de chegada, um ponto de partida. Para o ocultista tudo acaba em tudo; tudo começa em tudo para mim. Procedo, como eles, por analogia e sugestão, mas o jardim pequeno que lhes sugere a ordem e a beleza da alma, a mim não lembra mais que o jardim maior onde possa ser, longe dos homens, feliz a vida que o não pode ser. Cada coisa sugere-me não a realidade de que é a sombra, mas a realidade para que é o caminho. O jardim da Estrela, à tarde, é para mim a sugestão de um parque antigo, nos séculos antes do descontentamento da alma. s.d. Livro do Desassossego por Bernardo Soares.

abril 24, 2012

Esperança

Sejamos felizes, e grande parte da palavra felicidade é a gratidão, porque a gratidão lembra que há sempre motivos e bastantes para sorrir.

abril 23, 2012

CÂNTICO DO IRMÃO SOL


Louvado seja Deus na Natureza, Mãe gloriosa e bela da Beleza, E com todas as suas criaturas: Pelo irmão senhor Sol, o mais bondoso E glorioso irmão pelas alturas, O verdadeiro, o belo, que alumia Criando a pura glória – a luz do dia! Louvado seja p'las irmãs Estrelas, Pela irmã Lua que derrama o luar, Belas, claras irmãs silenciosas E luminosas, e suspensas no ar. Louvado seja p'la irmã Nuvem que há-de Dar-nos a fina chuva que consola; P'lo Céu azul e pela Tempestade; P'lo irmão Vento, que rebrame e rola. Louvado seja pela preciosa, Bondosa água, irmã útil e bela, Que brota humilde, é casta e se oferece A todo o que apetece o gosto dela. Louvado seja pela maravilha Que rebrilha no Lume, o irmão ardente, Tão forte, que amanhece a noite escura, E tão amável, que alumia a gente. Louvado seja pelos seus amores, Pela irmã madre Terra e seus primores, Que nos ampara e oferta seus produtos, Árvores, frutos, ervas, pão e flores. Louvado seja pelos que passaram Os tormentos do mundo dolorosos, E, contentes, sorrindo, perdoaram; Pela alegria dos que trabalharam, Pela morte serena dos bondosos. Louvado seja Deus na mãe querida, A natureza, que fez bela e forte: Louvado seja pela irmã Vida, Louvado seja pela irmã morte.

abril 20, 2012

A areia da praia foge-me das mãos não me pertence, não é minha a areia da praia nem a água do mar Tudo o que toco não é meu não me pertence, nada se possuí Mas tudo me possui, a areia, a água, o tudo e o nada sem ser a alguém é pertencer ao que apenas É e ser nada na simplicidade ruidosa das ondas Existir somente o momento meditativo e perpétuo da areia do mar que nada opina ou reclama ser seca pelo sol e humedecida pelo mar é o mundo que nos transcende e não o contrário quero fundir-me na matéria universal ser parte da areia, do mar da erva e das árvores ancestrais das luz cósmica e solar ser um castelo de areia e a água para derrubar alimentar o ciclo da vida; meditar por milénios brilhar pelas galáxias, ir e regressar.

abril 15, 2012

Rodolfo gardunha

Fizemo-nos à estrada, o nosso caminho era o mesmo avançavamos rumo a um destino acordado, cada com os seus passos no estreito carreiro, chilreavam os pardais nas àrvores verdejantes pulavam da galho para galho cortejando as passarinhas aromas das flores, da seiva, dos polenes estimulavam as glandulas olfativas e a referencia cerebral às quais correspondia cada odor o dia era lindo, luz calorosa mas refrescante entre a sombra árvores de folhas caducas,carvalho, faia, castanheiros à vista surgia uma ponte de madeira, por baixo passava um riacho com pedras de granito, e a àgua tão limpida e lisa... apetecivel nada mais divino que aquele momento as botas poeirentas, as pernas cansadas tinhamos passado a manhã a desbravar montes e vales absorvidos pela cadencia dos passos pés doridos e o rabo sentado na rocha de granito com uma almofada de musgo verde, o que podia fazer alguém mais feliz o resto do mundo passava e sorriam, mas sem parar ah! mas nós não tinhamos pressa agora recordo isso como um ensinamento, na vida a pressa adormece a atenção e os pormenores despercebem-nos dos momentos deliciosos, que preenchem a alma é bom parar e olhar, sentir na pele a àgua a luz e toda a matéria organica e ver como existe um entendimento de comunhão com o universo é quando explode de nós um raio que atravessa o universo e leva as nossas emoçoes a voar, espalhando as nossas particulas de amor pelas galaxias mais longinquas de regresso ao interior ao lugar de onde partimos essa energia quem sabe se é a substancia essencial de todas as questoes primordiais e nada mais é necessário perguntar ou responder é agora que se calçam as botas que nos vão proteger da peregrinaçao de regresso.

abril 14, 2012

o ar gela a pele das suas maos abraça a escuridão, fechando as palpebras e inspira profundamente o som da chuva que se ouve là fora onde as aves se tentam abrigar apressadamente com a chegada do anoitecer os seus musculos faciais reagem ao sopro do vento ah, que saudade, sentir o temporal a musica das chuvadas, que lembra a infancia o chapinhar das galochas nas poças de àgua o regresso aconchegante do menino que chegara da escola onde deixou o cheiro dos livros e dos làpis e o desinteresse da mestra sàbia ah avô essa lareira quente e doce essa broa para roer... o rapaz teve um flash back, serà que deveria voltar ao momento? ao passado, onde depois tu, avô te perdeste? o que aconteceu? perdeste-te no escuro da lareira; dissolveste-te nas labaredas de fogo? Na mesa ficaram a broa e a laranja, mas o canivete levado pelas chamas do esquecimento ha que tudo morre, que tudo se apaga na lembrança do tempo, das horas que passam dos dias que recordam a beleza triste que existe nos dias de chuva o fogo enternecedor da lareira, um abraço reconfortante, o toque das mãos fortes de alguem que brilha para nós, um pai que nao é pai mas age como se o fosse na ausência emocional do verdadeiro progenitor talvez nao tenha dado o seu amor durante a sua vida a mais alguém; talvez o tenha guardado para o dar no fim...

abril 13, 2012

. O LIVRO DO DESASSOSSEGO (excerto) Fluido, o abandono do dia finda entre púrpuras exaustas. Ninguém me dirá quem eu sou, nem saberá quem eu fui. Desci da montanha ignorada ao vale que ignoraria, e meus passos foram, na tarde lenta, vestígios deixados nas clareiras da floresta. Todos quantos amei me esqueceram na sombra. Ninguém soube do último barco. No correio não havia notícia da carta que ninguém haveria de escrever. Tudo, porém, era falso. Não contaram histórias que outros houvessem contado, nem se sabe ao certo do que partiu outrora, na esperança do embarque falso, filho da bruma futura e da indecisão por vir. Tenho nome entre os que tardam, e esse nome é sombra como tudo.Sei que despertei e que ainda durmo. O meu corpo antigo, moído de eu viver diz-me que é cedo ainda… Sinto-me febril de longe. Peso-me, não sei porquê… Num torpor lúcido, pesadamente incorpóreo, estagno, entre o sono e a vigília, num sonho que é uma sombra de sonhar. Minha atenção bóia entre dois mundos e vê cegamente a profundeza de um mar e a profundeza de um céu; e estas profundezas interpenetram-se, misturam-se, e eu não sei onde estou nem o que sonho. Um vento de sombras sopra cinzas de propósitos mortos sobre o que eu sou de desperto. Caio de um firmamento desconhecido um orvalho morno de tédio. Uma grande angústia inerte manuseia-me a alma por dentro e, incerta, altera-me, como a brisa aos perfis das copas. Na alcova mórbida e morna a antemanhã de lá fora é apenas um hálito de penumbra. Sou todo confusão quieta… para que há-de um dia raiar?... Custa-me o saber que ele raiará, como se fosse um esforço meu que houvesse de o fazer aparecer. Com uma lentidão confusa acalmo. Entorpeço-me. Bóio no ar, entre velar e dormir, e uma outra espécie de realidade surge, e eu em meio dela, não sei de que onde que não é este…

abril 10, 2012

मु doce

quando o teu beijo doce tocava a minha pele
e o teu olhar brilhava, iluminava o meu
quando as tuas maos se abraçavam nas minhas
e o nosso calor enternecia os nossos coraçoes, eu sentia-me feliz
ah... e quando os nossos corpos se abraçavam
a minha alma era completa entrelaçava-se na tua
e via-se preenchida, eramos felizes na simplicidade de amar
e sentia-me pequenino quando o teu amor era por mim tao grande
que nao sabia como fazer... ficava em admiraçao, como se nao pudesse crer ser assim tao amado. vivo na gratidao do amor que me deste, e vivo triste pela perda do nosso amor... algo me sussurra um pouco de fé, algo me sussurra a aceitaçao para que aceite que o nosso amor nao tem mais forma de viver. e lamento tanta dor, tanta falta... o meu coraçao nao sabe dizer-me até quando estará de luto ou até quando manterá a esperança, mas sabe dizer-me tudo o resto e que em toda a sua dimensao tu continuas a ocupar uma boa parte do seu sentir.
Finjo-te sentir nos meus braços, finjo-te dormir no meu peito, so nao finjo a saudade que me doi nao ser verdade o teu corpo fisico abraçado no meu.

abril 09, 2012

AMO-TE

AMO-TE
O meu corpo doi, doi com a ausencia do teu
em dor sinto no coraçao, meu amor nós tao distantes
em sofrimento e solidao
Serà que ja nao há soluçao? serà mesmo verdade este pesadelo
e devemos fugir do amor que sentimos
eu sei, eu fugi, eu nao vi, e perdi
tive de perder para ver que fomos dois, que podiamos ser sempre um só
porque o amor é enfrentar-mos juntos os maus momentos é lutar e compreender.
é tanto mais, ah eu devia saber amor o valor de tudo o que nos uniu o corpo e a alma, eu devia ter me lembrado de tudo o que importava e ter feito mais, porque o meu amor foi amor sem fim, e ainda nao acabou, ainda està aqui...
E eu sei que te perdi.

saudade meu doce

Eu queria voltar ao calor dos teus braços doces
respirar a cor dos teus labios
o perfume dos teus cabelos, meu amor
ser brilho nos teus olhos ser o homem
que desejas, eu queria olhar te e sentir me
teu
Sentir me honrado pelo mel da tua alma
a saudade tortura me e eu entendo que nao é ego
esta tortura
é na verdade perceber que o meu amor é puro
e a saudade que sinto por nao ter entendido que isso bastaria
para superar os problemas que pareciam o fim e foram
mas eu ceguei e agora eu morri
porque se nao for Deus e a sua piedade pelos erros dos homens
eu posso ter perdido para sempre o meu Amor que habitava no teu coraçao
peço a Deus que tudo passe por aprender e que seja um ensinamento da vida
mas peço do fundo do meu coraçao que um dia nos possamos pertencer na força do coraçao com toda a alma e corpo das profundezas do nosso ser.