abril 15, 2012

Rodolfo gardunha

Fizemo-nos à estrada, o nosso caminho era o mesmo avançavamos rumo a um destino acordado, cada com os seus passos no estreito carreiro, chilreavam os pardais nas àrvores verdejantes pulavam da galho para galho cortejando as passarinhas aromas das flores, da seiva, dos polenes estimulavam as glandulas olfativas e a referencia cerebral às quais correspondia cada odor o dia era lindo, luz calorosa mas refrescante entre a sombra árvores de folhas caducas,carvalho, faia, castanheiros à vista surgia uma ponte de madeira, por baixo passava um riacho com pedras de granito, e a àgua tão limpida e lisa... apetecivel nada mais divino que aquele momento as botas poeirentas, as pernas cansadas tinhamos passado a manhã a desbravar montes e vales absorvidos pela cadencia dos passos pés doridos e o rabo sentado na rocha de granito com uma almofada de musgo verde, o que podia fazer alguém mais feliz o resto do mundo passava e sorriam, mas sem parar ah! mas nós não tinhamos pressa agora recordo isso como um ensinamento, na vida a pressa adormece a atenção e os pormenores despercebem-nos dos momentos deliciosos, que preenchem a alma é bom parar e olhar, sentir na pele a àgua a luz e toda a matéria organica e ver como existe um entendimento de comunhão com o universo é quando explode de nós um raio que atravessa o universo e leva as nossas emoçoes a voar, espalhando as nossas particulas de amor pelas galaxias mais longinquas de regresso ao interior ao lugar de onde partimos essa energia quem sabe se é a substancia essencial de todas as questoes primordiais e nada mais é necessário perguntar ou responder é agora que se calçam as botas que nos vão proteger da peregrinaçao de regresso.

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