abril 30, 2012
abril 29, 2012
abril 27, 2012
abril 26, 2012
abril 24, 2012
Esperança
Sejamos felizes, e grande parte da palavra felicidade é a gratidão, porque a gratidão lembra que há sempre motivos e bastantes para sorrir.
abril 23, 2012
CÂNTICO DO IRMÃO SOL
abril 20, 2012
A areia da praia foge-me das mãos
não me pertence, não é minha a areia da praia
nem a água do mar
Tudo o que toco não é meu
não me pertence, nada se possuí
Mas tudo me possui, a areia, a água, o tudo
e o nada sem ser a alguém
é pertencer ao que apenas É
e ser nada
na simplicidade ruidosa das ondas
Existir somente o momento meditativo e perpétuo
da areia do mar que nada opina ou reclama
ser seca pelo sol e humedecida pelo mar
é o mundo que nos transcende e não o contrário
quero fundir-me na matéria universal
ser parte da areia, do mar
da erva e das árvores ancestrais
das luz cósmica e solar
ser um castelo de areia e a água para derrubar
alimentar o ciclo da vida; meditar por milénios
brilhar pelas galáxias, ir e regressar.
abril 15, 2012
Rodolfo gardunha
Fizemo-nos à estrada, o nosso caminho era o mesmo
avançavamos rumo a um destino acordado, cada com os seus passos
no estreito carreiro, chilreavam os pardais nas àrvores verdejantes
pulavam da galho para galho cortejando as passarinhas
aromas das flores, da seiva, dos polenes
estimulavam as glandulas olfativas e a referencia cerebral
às quais correspondia cada odor
o dia era lindo, luz calorosa mas refrescante entre a sombra
árvores de folhas caducas,carvalho, faia, castanheiros
à vista surgia uma ponte de madeira, por baixo passava um riacho
com pedras de granito, e a àgua tão limpida e lisa... apetecivel
nada mais divino que aquele momento
as botas poeirentas, as pernas cansadas
tinhamos passado a manhã a desbravar montes e vales
absorvidos pela cadencia dos passos
pés doridos e o rabo sentado na rocha de granito com uma almofada
de musgo verde, o que podia fazer alguém mais feliz
o resto do mundo passava e sorriam, mas sem parar
ah! mas nós não tinhamos pressa
agora recordo isso como um ensinamento, na vida a pressa
adormece a atenção e os pormenores despercebem-nos
dos momentos deliciosos, que preenchem a alma
é bom parar e olhar, sentir na pele a àgua a luz e toda a matéria organica
e ver como existe um entendimento de comunhão com o universo
é quando explode de nós um raio que atravessa o universo
e leva as nossas emoçoes a voar, espalhando as nossas particulas de amor
pelas galaxias mais longinquas de regresso ao interior
ao lugar de onde partimos
essa energia quem sabe se é a substancia essencial de todas as questoes primordiais
e nada mais é necessário perguntar ou responder
é agora que se calçam as botas que nos vão proteger da peregrinaçao de regresso.
abril 14, 2012
o ar gela a pele das suas maos
abraça a escuridão, fechando as palpebras
e inspira profundamente o som da chuva que se ouve
là fora onde as aves se tentam abrigar apressadamente
com a chegada do anoitecer
os seus musculos faciais reagem ao sopro do vento
ah, que saudade, sentir o temporal
a musica das chuvadas, que lembra a infancia
o chapinhar das galochas nas poças de àgua
o regresso aconchegante do menino que chegara da escola
onde deixou o cheiro dos livros e dos làpis
e o desinteresse da mestra sàbia
ah avô essa lareira quente e doce essa broa para roer...
o rapaz teve um flash back, serà que deveria voltar ao momento?
ao passado, onde depois tu, avô te perdeste?
o que aconteceu? perdeste-te no escuro da lareira;
dissolveste-te nas labaredas de fogo?
Na mesa ficaram a broa e a laranja, mas o canivete levado pelas chamas do esquecimento
ha que tudo morre, que tudo se apaga na lembrança do tempo, das horas que passam
dos dias que recordam a beleza triste que existe nos dias de chuva
o fogo enternecedor da lareira, um abraço reconfortante, o toque das mãos fortes de alguem que brilha para nós, um pai que nao é pai mas age como se o fosse na ausência
emocional do verdadeiro progenitor
talvez nao tenha dado o seu amor durante a sua vida a mais alguém; talvez o tenha guardado para o dar no fim...
abril 13, 2012
. O LIVRO DO DESASSOSSEGO (excerto)
Fluido, o abandono do dia finda entre púrpuras exaustas. Ninguém me dirá quem eu sou, nem saberá quem eu fui. Desci da montanha ignorada ao vale que ignoraria, e meus passos foram, na tarde lenta, vestígios deixados nas clareiras da floresta. Todos quantos amei me esqueceram na sombra. Ninguém soube do último barco. No correio não havia notícia da carta que ninguém haveria de escrever.
Tudo, porém, era falso. Não contaram histórias que outros houvessem contado, nem se sabe ao certo do que partiu outrora, na esperança do embarque falso, filho da bruma futura e da indecisão por vir. Tenho nome entre os que tardam, e esse nome é sombra como tudo.Sei que despertei e que ainda durmo. O meu corpo antigo, moído de eu viver diz-me que é cedo ainda… Sinto-me febril de longe. Peso-me, não sei porquê… Num torpor lúcido, pesadamente incorpóreo, estagno, entre o sono e a vigília, num sonho que é uma sombra de sonhar. Minha atenção bóia entre dois mundos e vê cegamente a profundeza de um mar e a profundeza de um céu; e estas profundezas interpenetram-se, misturam-se, e eu não sei onde estou nem o que sonho. Um vento de sombras sopra cinzas de propósitos mortos sobre o que eu sou de desperto. Caio de um firmamento desconhecido um orvalho morno de tédio. Uma grande angústia inerte manuseia-me a alma por dentro e, incerta, altera-me, como a brisa aos perfis das copas. Na alcova mórbida e morna a antemanhã de lá fora é apenas um hálito de penumbra. Sou todo confusão quieta… para que há-de um dia raiar?... Custa-me o saber que ele raiará, como se fosse um esforço meu que houvesse de o fazer aparecer. Com uma lentidão confusa acalmo. Entorpeço-me. Bóio no ar, entre velar e dormir, e uma outra espécie de realidade surge, e eu em meio dela, não sei de que onde que não é este…
abril 10, 2012
मु doce
quando o teu beijo doce tocava a minha pele
e o teu olhar brilhava, iluminava o meu
quando as tuas maos se abraçavam nas minhas
e o nosso calor enternecia os nossos coraçoes, eu sentia-me feliz
ah... e quando os nossos corpos se abraçavam
a minha alma era completa entrelaçava-se na tua
e via-se preenchida, eramos felizes na simplicidade de amar
e sentia-me pequenino quando o teu amor era por mim tao grande
que nao sabia como fazer... ficava em admiraçao, como se nao pudesse crer ser assim tao amado. vivo na gratidao do amor que me deste, e vivo triste pela perda do nosso amor... algo me sussurra um pouco de fé, algo me sussurra a aceitaçao para que aceite que o nosso amor nao tem mais forma de viver. e lamento tanta dor, tanta falta... o meu coraçao nao sabe dizer-me até quando estará de luto ou até quando manterá a esperança, mas sabe dizer-me tudo o resto e que em toda a sua dimensao tu continuas a ocupar uma boa parte do seu sentir.
Finjo-te sentir nos meus braços, finjo-te dormir no meu peito, so nao finjo a saudade que me doi nao ser verdade o teu corpo fisico abraçado no meu.
e o teu olhar brilhava, iluminava o meu
quando as tuas maos se abraçavam nas minhas
e o nosso calor enternecia os nossos coraçoes, eu sentia-me feliz
ah... e quando os nossos corpos se abraçavam
a minha alma era completa entrelaçava-se na tua
e via-se preenchida, eramos felizes na simplicidade de amar
e sentia-me pequenino quando o teu amor era por mim tao grande
que nao sabia como fazer... ficava em admiraçao, como se nao pudesse crer ser assim tao amado. vivo na gratidao do amor que me deste, e vivo triste pela perda do nosso amor... algo me sussurra um pouco de fé, algo me sussurra a aceitaçao para que aceite que o nosso amor nao tem mais forma de viver. e lamento tanta dor, tanta falta... o meu coraçao nao sabe dizer-me até quando estará de luto ou até quando manterá a esperança, mas sabe dizer-me tudo o resto e que em toda a sua dimensao tu continuas a ocupar uma boa parte do seu sentir.
Finjo-te sentir nos meus braços, finjo-te dormir no meu peito, so nao finjo a saudade que me doi nao ser verdade o teu corpo fisico abraçado no meu.
abril 09, 2012
AMO-TE
AMO-TE
O meu corpo doi, doi com a ausencia do teu
em dor sinto no coraçao, meu amor nós tao distantes
em sofrimento e solidao
Serà que ja nao há soluçao? serà mesmo verdade este pesadelo
e devemos fugir do amor que sentimos
eu sei, eu fugi, eu nao vi, e perdi
tive de perder para ver que fomos dois, que podiamos ser sempre um só
porque o amor é enfrentar-mos juntos os maus momentos é lutar e compreender.
é tanto mais, ah eu devia saber amor o valor de tudo o que nos uniu o corpo e a alma, eu devia ter me lembrado de tudo o que importava e ter feito mais, porque o meu amor foi amor sem fim, e ainda nao acabou, ainda està aqui...
E eu sei que te perdi.
O meu corpo doi, doi com a ausencia do teu
em dor sinto no coraçao, meu amor nós tao distantes
em sofrimento e solidao
Serà que ja nao há soluçao? serà mesmo verdade este pesadelo
e devemos fugir do amor que sentimos
eu sei, eu fugi, eu nao vi, e perdi
tive de perder para ver que fomos dois, que podiamos ser sempre um só
porque o amor é enfrentar-mos juntos os maus momentos é lutar e compreender.
é tanto mais, ah eu devia saber amor o valor de tudo o que nos uniu o corpo e a alma, eu devia ter me lembrado de tudo o que importava e ter feito mais, porque o meu amor foi amor sem fim, e ainda nao acabou, ainda està aqui...
E eu sei que te perdi.
saudade meu doce
Eu queria voltar ao calor dos teus braços doces
respirar a cor dos teus labios
o perfume dos teus cabelos, meu amor
ser brilho nos teus olhos ser o homem
que desejas, eu queria olhar te e sentir me
teu
Sentir me honrado pelo mel da tua alma
a saudade tortura me e eu entendo que nao é ego
esta tortura
é na verdade perceber que o meu amor é puro
e a saudade que sinto por nao ter entendido que isso bastaria
para superar os problemas que pareciam o fim e foram
mas eu ceguei e agora eu morri
porque se nao for Deus e a sua piedade pelos erros dos homens
eu posso ter perdido para sempre o meu Amor que habitava no teu coraçao
peço a Deus que tudo passe por aprender e que seja um ensinamento da vida
mas peço do fundo do meu coraçao que um dia nos possamos pertencer na força do coraçao com toda a alma e corpo das profundezas do nosso ser.
respirar a cor dos teus labios
o perfume dos teus cabelos, meu amor
ser brilho nos teus olhos ser o homem
que desejas, eu queria olhar te e sentir me
teu
Sentir me honrado pelo mel da tua alma
a saudade tortura me e eu entendo que nao é ego
esta tortura
é na verdade perceber que o meu amor é puro
e a saudade que sinto por nao ter entendido que isso bastaria
para superar os problemas que pareciam o fim e foram
mas eu ceguei e agora eu morri
porque se nao for Deus e a sua piedade pelos erros dos homens
eu posso ter perdido para sempre o meu Amor que habitava no teu coraçao
peço a Deus que tudo passe por aprender e que seja um ensinamento da vida
mas peço do fundo do meu coraçao que um dia nos possamos pertencer na força do coraçao com toda a alma e corpo das profundezas do nosso ser.
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