agosto 28, 2012

agosto 27, 2012


"
Brincas todos os dias com a luz do Universo. Subtil visitadora, chegas na flor e na água. És mais do que a pequena cabeça branca que aperto como um cacho entre as mãos todos os dias. Com ninguém te pareces desde que eu te amo. Deixa-me estender-te entre grinaldas amarelas. Quem escreve o teu nome com letras de fumo entre as estrelas do sul? Ah, deixa-me lembrar como eras então, quando ainda não existias. Subitamente o vento uiva e bate à minha janela fechada. O céu é uma rede coalhada de peixes sombrios. Aqui vêm soprar todos os ventos, todos. Aqui despe-se a chuva. Passam fugindo os pássaros. O vento. O vento. Eu só posso lutar contra a força dos homens. O temporal amontoa folhas escuras e solta todos os barcos que esta noite amarraram ao céu. Tu estás aqui. Ah tu não foges. Tu responder-me-ás até ao último grito. Enrola-te a meu lado como se tivesses medo. Porém mais que uma vez correu uma sombra estranha pelos teus olhos. Agora, agora também pequena, trazes-me madressilva, e tens até os seios perfumados. Enquanto o vento triste galopa matando borboletas eu amo-te, e a minha alegria morde a tua boca de ameixa. Quanto te haverá doído acostumares-te a mim, à minha alma selvagem e só, ao meu nome que todos escorraçam. Vimos arder tantas vezes a estrela d'alva beijando-nos os olhos e sobre as nossas cabeças destorcem-se os crepúsculos em leques rodopiantes. As minhas palavras choveram sobre ti acariciando-te. Amei desde há que tempo o teu corpo de nácar moreno. Creio-te mesmo dona do Universo. Vou trazer-te das montanhas flores alegres, "copihues", avelãs escuras, e cestos silvestres de beijos." Quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejeiras.
pablo neruda

agosto 24, 2012


Os Homens e as nações... não aprendem com os seus, nem com os erros dos outros, o ciclo é sempre o mesmo o forte invade o fraco, e ao longo da história da humanidade, acaba sempre em caos e destruição, porque até o forte se auto-destrói, com ou sem profecias sejam em curto ou longo prazo... E continuamos a alinhar no jogo do sistema, para sobreviver e manter o nosso conforto... Uma civilização insustentável nunca sobrevive a si própria. Os Homens e as nações... não aprendem com os seus, nem com os erros dos outros, o ciclo é sempre o mesmo o forte invade o fraco, e ao longo da história da humanidade, acaba sempre em caos e destruição, porque até o forte se auto-destrói, com ou sem profecias sejam em curto ou longo prazo... E continuamos a alinhar no jogo do sistema, para sobreviver e manter o nosso conforto... Uma civilização insustentável nunca sobrevive a si própria.

People are strange


People are strange when you're a stranger Faces look ugly when you're alone Women seem wicked when you're unwanted Streets are uneven when you're down When you're strange Faces come out of the rain When you're strange No one remembers your name When you're strange When you're strange When you're strange People are strange when you're a stranger Faces look ugly when you're alone Women seem wicked when you're unwanted Streets are uneven when you're down When you're strange Faces come out of the rain When you're strange No one remembers your name When you're strange When you're strange When you're strange When you're strange Faces come out of the rain When you're strange No one remembers your name When you're strange
James Douglas Morrison

agosto 22, 2012

Run



Lamento, o tempo perdido e esse tempo que se perdeu. O fim, o drama e a tragédia, de anos que não se converterão em amizade. Ou num sorriso, como o de quem se teve em abraços e brilhos nos olhos. Lamento esse adeus de raiva ou desprezo. Estava eu já resolvido e assim fiquei. Mas desapareço e não mais regressarei, não interessa se desentendido fora, ora outra estupidez qualquer. A vida é feita de razões e todos têm a sua, é isso que me incomoda, o facto de todos terem religião, ideais, pontos de vista demasiado sólidos para que se dissolvam dos seus fanatismos e se respeitem mutuamente. Então eu fui.

Colhe o Dia, porque És Ele


Uns, com os olhos postos no passado, Vêem o que não vêem: outros, fitos Os mesmos olhos no futuro, vêem O que não pode ver-se. Por que tão longe ir pôr o que está perto — A segurança nossa? Este é o dia, Esta é a hora, este o momento, isto É quem somos, e é tudo. Perene flui a interminável hora Que nos confessa nulos. No mesmo hausto Em que vivemos, morreremos. Colhe O dia, porque és ele. Ricardo Reis, in "Odes" Heterónimo de Fernando Pessoa

agosto 20, 2012

agosto 16, 2012


Os velhos tempos passaram, perecem memórias vagas que surgem, quando nos Reunimo-nos naquela mesa, que nos esperou sentados no presente, compartilhando. Gargalhadas, aperitivos e cerveja... Gozamos com nós mesmos e uns com os outros, com parvoíces que até já não lembrávamos. Agrada-me perceber que o tempo passou e chegamos até aqui, agrada-me a consideração, a amizade, toda essa ligação que nos faz reencontrar, nestes dias que ficam à frente do passado e da vida, pelos caminhos que cada um de nós tomou. Tornámos-nos estranhamente desconhecidos, mas existe algo onde nos reconhecemos, e é isso o que significamos uns para os outros, as lembranças da nossa mocidade, essa capacidade de nos sentarmos na mesa e celebrarmos juntos esse momento e esse reencontro, valoriza a importância de todos os momentos dos quais nos vamos esquecendo.

agosto 15, 2012

Amor


A jovem deusa passa Com véus discretos sobre a virgindade; Olha e não olha, como a mocidade; E um jovem deus pressente aquela graça. Depois, a vide do desejo enlaça Numa só volta a dupla divindade; E os jovens deuses abrem-se à verdade, Sedentos de beber na mesma taça. É um vinho amargo que lhes cresta a boca; Um condão vago que os desperta e toca De humana e dolorosa consciência. E abraçam-se de novo, já sem asas. Homens apenas. Vivos como brasas, A queimar o que resta da inocência. Miguel Torga, in 'Libertação'

Universal Mind

agosto 14, 2012

. empty space .

Já passou tanto desse tempo, tantos desses dias... E a vida rolou, e eu rolei com a vida, entre lágrimas e sorrisos, abraços e caricias. Parece que não parti para lugar algum, mas parti sim! Parti e viajei dentro de mim, tantos me enganaram no sentido da vida, e o tempo que perdi desencontrado de mim, não perdi tempo algum, não perdi vida alguma, que não tivesse feito parte de mim. Que não se houvesse entranhado dentro do meu coração e não me rebentasse com a força de amar, sofrer, renascer, reerguer, e rebentar de novo sorrindo. O prazer de abraçar, cada corpo, cada momento genuíno que a vida me ofereceu. Mas por fim, o centro que sou eu e o universo me rodeia dançando com a alma e levando o meu corpo.

agosto 13, 2012



Pilgrim Simon


The spiritual life is not about resting in the external and transient and to do so is to fall into the error of one form or another of spiritual materialism. The spiritual life is not about prayer, fasting, vigils and spiritual or religious exercises, decorating the meeting place, installing the latestsound equipment and computer technology to enhance community worship. Attending meetings, writing presenting or reading or listening to studies, giving some or all of ones money to the spiritual community, spending time in singing, praying, worshipping, doing charitable work in the community, attending communion, following a disciplined religious schedule, performing rituals or ceremonies as devotion and so on.The spiritual path is about the discovery and experience of the Self as Absolute, about Unity with Essence, about realisation of the Self in the Eternal Now. It is primarily an inner concern of the heart or ‘soul’ if you will. It is about the perception of Reality and the overcoming of Illusions and Ignorance and thus becoming awakened or enlightened. All these other things such as religious or spiritual ‘duties’ are secondary, transient and external,useful only in the lower and beginning stages of thespiritual quest. They are not an end in and of themselves and though some of these activities may be noble,charitable and altruistic, they do not form the essence or core of spirituality but are secondary. The fact that such activities may be centred around or motivated by religious or spiritual concerns does not alter the case at all. Altruistic behaviour and charitable actions may be the secondaryresult of an Immediate experience of the Divine but they are not the main core or focal point of spirituality and certainly not to be rested in as some sort of achievement that keeps us in close proximity to the Divine.

Pilgrim Simon


‘You must remember that each person comes to the Golden City along his or her own path. Some of those paths will be close to yours, others not. Some will run parallel to yours, others not. 76. To move to the insights gained by others may or may not be profitable, but it is definitely a move to extrinsic morality and spirituality. 77. The danger is that their codes and disciplines may be imposed on you, with the entire burden that this may imply. 78. They may exploit your need for belonging by imposing heavy burdens of obedience to codes and rules. 79. This is the danger of religious groups, who, one way or the other codify and institutionalise the intrinsic spirituality and morality of their leaders and founders into extrinsic forms that are imposed on followers. Rather, your path to God is unique. 80. Notice also the dual nature of morals. As you entered the Moral Temple, you saw the Typhon, symbolising energy, instinct, the feminine and emotion. But I, the Head Master, symbolising the cognitive, and the masculine have taught you. I have taught you here, on the roof of the Temple, but below us always, has been the Typhon. 81. Morals and Ethics are not a purely academic or theoretical affair. We are not merely philosophising here. Our moral and ethical behaviour is underpinned with emotional energy, sometimes contradicting our thoughts, and pulling us in different directions. 82. The path of intrinsic morals is a hard and complex one. 83. For a while I relaxed with the Head Master. We drank tea, whilst we sat in comfortable chairs overlooking the Golden City, enjoying the pleasant late afternoon sunshine.

agosto 10, 2012

Todos os sonhos são utopias... todos somos "su-reais"


Vida, reúne e separa... Aproveita... A vida passa a largos dias e esses encurtam-se. Desconhece o seu interior, todo o conhecimento vem de fora. Constrói ideias, absorve informação, consome a imagem, o interior, porque o mundo começa dentro de nós. Fechemos os olhos como se nascêssemos agora e toda a luz que nos entra pelo olhar, se tornasse novidade, despertar no paraíso. E que essa redescoberta convertesse na visão de Deus, que a consciência divina e o conhecimento da verdade absoluta, nos preparasse para trazer de dentro de nós algo que preenche o vazio que nos separa do absoluto. Que o nascimento fosse finalmente um passo e direito a crescer saudável, que a mente pudesse manter-se aberta, onde se pudesse dialogar aceitando a consciência de cada individuo, de forma a que toda a ideia fosse vista como um contributo cósmico, e que isso fosse necessário. Criar pensadores, Homens livres de competição, egocentrismo... Onde nos pudéssemos libertar das limitações humanas,(superior ou inferior), no equilíbrio de cada ser interior. Onde se ensinasse o amor como disciplina primordial. A partilha, a união que reúne as diferenças, mas as sabe usar para a evolução interior de todos nós. Que o mundo se transforme, erija novas fundações, que caiam os conceitos actuais que nos rodeiam de destruição. Os homens sábios crêem que o conhecimento é uma virtude. Os homens ambiciosos acreditam que objectivos materiais, construirão fundações para um futuro... homens gananciosos esgotam todos os recursos para beneficio próprio.
E o mundo criativo é sempre sonhado Homens puros não impõem, partilham o seu amor. As ideias, as imperfeições, os julgamentos... são reduzidos pela força do coração quando se sente o que se diz e se o diz com amor. Quando no coração sabemos a nossa essência, o nosso valor, de onde nunca seremos separados ou enganados, porque o coração nos liga sempre ao que pertencemos.

agosto 08, 2012

agosto 07, 2012


Saudades... nariz de batata, um beijo e sê boa menina.

agosto 05, 2012


Shut the gates at sunset After that you can't get out You can see the bigger picture Find out what its all about You're open to the skyline You won't want to go back home In a garden full of angels You will never be alone But oh the road is long The stones that you are walking on Have gone With the moonlight to guide you Feel the joy of being alive The day that you stop running Is the day that you arrive And the night that you got locked in Was the time to decide Stop chasing shadows Just enjoy the ride If you close the door to your house Don't let anybody in It's a room that's full of nothing All that underneath your skin Face against the window You can't watch it fade to grey And you'll never catch the fickle wind If you choose to stay But oh the road is long The stones that you are walking on Have gone With the moonlight to guide you Feel the joy of being alive The day that you stop running Is the day that you arrive And the night that you got locked in Was the time to decide Stop chasing shadows Just enjoy the ride Stop chasing shadows Just enjoy the ride

Pilgrim simon


A morte não é o que pensas! Tu pensas que quando alguém morre, que continua a existir numa espécie de forma espiritual após a morte, integrados numa espécie de sociedade espiritual, vivendo entre outros espíritos que conheceram na terra, como se fosse uma extensão do mundo material. A morte não é assim. Na morte tudo se renova. Tu sempre ouviste dizer que no céu as pessoas não se casam, e isso é verdade. Todas as acções terrenas terminam. O céu não é uma terra espiritual, com leis, tribunais, julgamentos e outras instituições. Não é uma extensão da terra, mas uma realidade completamente diferente. Mas é verdade que o espírito retorna a Deus porque o Espírito é Deus. Deus está em todos nós e é imperecível,indestructivel e não pode morrer. Portanto, quando uma pessoa morre, Deus retorna a Deus. ( Song of Simon 3 v 40-42

agosto 03, 2012

O amor não está à venda...


...há o amor que se partilha, que se dá nas inúmeras formas de existir. Mas há um amor que não se compra, não se vende, não se força, não se obriga! É aquele amor que surge quando olhamos aquela pessoa nos olhos e nos reconhecemos, que explode o coração e nos liga a essa pessoa com uma força que nem nós próprios conseguimos deter, e somos gratos pela dádiva dessa energia universal, que surge por todo o universo e nos liga a todos, mas às vezes acima de todos os outros amores nos une apenas a uma pessoa, e é bom brilhar a dois, mesmo que um dia essa luz nos deixe tristes e apague... mas sorrimos, porque o Sol dará a sua meia volta.

agosto 02, 2012


"Em espiritualidade não há evolução, isso é uma invenção moderna, tens apenas que te libertar do teu ego, ou seja não tens que evoluir para nada mas sim libertar-te das ilusões de evolução, é exactamente o contrário de tudo isso."

No ouro eu brilhei ;)


Há coisas que não têm preço... O amor, a gratidão, os momentos, o sorriso, a partilha, o carinho... Mas, acima de todas essas coisas todas a gratidão. Obrigado por tudo... Ah! :) ...não tens de quê!

Poema de Mário Quintana

" Não quero alguém que morra de amor por mim. Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim... Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível. E que esse momento será inesquecível. Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre. E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou... " (Mário Quintana)

agosto 01, 2012


Lao Tzu - chapter 58


Tao Te Ching - When the country is ruled with a light hand The people are simple. When the country is ruled with severity, The people are cunning. Happiness is rooted in misery. Misery lurks beneath happiness. Who knows what the future holds? There is no honesty. Honesty becomes dishonest. Goodness becomes witchcraft. Man's bewitchment lasts for a long time. Therefore the sage is sharp but not cutting, Pointed but not piercing, Straightforward but not unrestrained, Brilliant but not blinding.

Tao te Ching


Those who know do not talk. Those who talk do not know. Keep your mouth closed. Guard your senses. Temper your sharpness. Simplify your problems. Mask your brightness. Be at one with the dust of the earth. This is primal union. He who has achieved this state Is unconcerned with friends and enemies, With good and harm, with honour and disgrace. This therefore is the highest state of man

lao tzu


Tao Te Ching - Lao Tzu - chapter 38 A truly good man is not aware of his goodness, And is therefore good. A foolish man tries to be good, And is therefore not good. A truly good man does nothing, Yet nothing is left undone. A foolish man is always doing, Yet much remains to be done When a truly kind man does something, he leaves nothing undone. When a just man does something, he leaves a great deal to be done. When a disciplinarian does something and no one responds, He rolls up his sleeves in an attempt to enforce order Therefore when Tao is lost, there is goodness. When goodness is lost, there is kindness. When kindness is lost, there is justice. When justice is lost, there is ritual. Now ritual is the husk of faith and loyalty, the beginning of confusion. Knowledge of the future is only a flowery trapping of the Tao. It is the beginning of folly. Therefore the truly great man dwells on what is real and not what is on the surface, On the fruit and not the flower, Therefore accept the one and reject the other.

"Aquele que se eleva nas pontas dos pés não está seguro."