maio 20, 2012


Há uma espécie de tempo suspenso nas memórias tempo sem fluxo e direcção futuro ou presente é esse tempo que se foi, o momento que jaz, parado no tempo da efémera festa da vida esse tempo é o luto recordado onde já não se vive e o dia de ontem passa suspenso na linha de corda onde se aventura o equilibrista procurando a ponta onde termina o espectáculo é admirável o seu tempo, o momento passageiro onde existe mas sempre desaparece na escuridão do cenário na linha temporal onde olhares se puseram no recear da sua queda a vida mortal cede o tempo a um brilho que se vai apagando no entristecer da beleza no passar do tempo que brilharam tantos olhos rebentaram corações, se incendiaram nos beijos e abraços e se aqueciam nas noites frias de um inverno que não nos importava, porque nada poderia destruir o instante feliz do nosso abraçar nada se perpetua no tempo, mas o tempo que se vive é o tempo que amamos é o tempo que nos sente é a vida que nos eleva...

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