maio 05, 2012


ninguém é refém de mim tão pouco sou eu preso mim mesmo há homens que prescindem da própria vida quando a sua vida fica refém do mundo e dos homens Poderá a morte ser forma de libertação a cura de vidas apodrecidas pela condicionável tortura do ser será que a alma grita por liberdade Fora de mim consigo existir, no brilho do sol na natureza que dança no sopro do vento, no horizonte azul distante de mim e tudo parece bonito, nessa distância que há entre mim e o infinito, infinito esse para onde se dirigem as nuvens. Não tenho o prazer de ouvir a voz das aves, só há um ruído perturbador entre a voz do meu corpo e a melodia do mundo, que me separa do prazer de contemplar, antes eu era outra pessoa, agora sou refém de mim mesmo muitas vezes me questionei acerca do que realmente gostaria de ser ou viver, (além do sonho inquestionável de ter ao meu lado o grande amor) o meu maior sonho é ouvir o silencio, é fechar os olhos e sorrir de prazer por poder ouvir o mundo cantar, e só essa melodia assimilada pelo meu sentido auditivo.

Sem comentários: