julho 09, 2012

o plano da fantasia como instrumento de trabalho da subjetividade do plano real,

"Ao longo de todo o filme Big Fish, Will procura ter uma conversa com o pai para conhecer a "verdadeira" versão da vida de Edward Bloom. Ao longo do filme, Will descobre que, embora exagerada, a fantasia do pai tem como fonte a própria realidade (Will descobre quanto é tênue a fronteira entre realidade e ficção). Assim, quando Edward está prestes a morrer, Will finalmente adere à mentalidade do pai e narra uma estória fantasiosa sobre a morte que figura o velório e enterro que estariam para acontecer. A despedida, portanto, tem como tema a fronteira entre realidade e fantasia.Após a despedida, Big Fish apresenta Will no plano da realidade, agora pai, contando histórias fantasiosas para seu filho, tal como seu pai Edward fazia. Por sua vez, Alice apresenta a protagonista, também no plano da realidade, partindo em viagem empreendedora, tal como seu pai. Nos dois casos, é possível dizer de maneira poética que no plano da realidade os filhos metamorfoseiam-se no pai. É assim que Tim Burton, também filho no plano da realidade, rompe as fronteiras entre realidade e a fantasia, metamorfoseando-se nos pais que fícciona. O pai é um empreendedor visionário tido como louco. E tal como o pai de Will, Tim Burton é um contador de histórias fantasioso e exagerado que, de tanto contar estórias, acaba se tornando uma."

Sem comentários: