Jamais voltaremos atrás no tempo, podemos esquecer as nossas memórias, e até não conseguirmos uma máquina do tempo, e provavelmente nunca será necessário... Mas hoje reencontrei uma memória do passado, da minha infância remota... era eu muito menino e os sábados de manhã eram passados na feira de Estarreja com a minha mãe, e as coisas que mais me davam prazer era ficar diante da bancada dos pássaros fascinado... a outra era um senhor cego que tocava acordeão na rua, que nunca esqueci, havia um certo encanto na sua figura, e sempre que passava eu pedia á minha mãe uma moeda para lhe dar. Hoje no Porto, na rua Sá da bandeira, dirigia-me para uma consulta, quando num hiato olho para o outro lado da rua e vejo esse senhor sentado a tocar o seu acordeão, nesse instante revivi aquelas manhãs de sábado, fui menino de novo, e para tirar as dúvidas perguntei-lhe, e ele confirmou que à mais de 20 anos que não ia para essa feira, mas sim que era costume nos anos 80 estar lá, foi um momento de felicidade! E este dia foi a confirmação, de que amadureci e que depois de sair daquela consulta de psiquiatria, a minha história começa onde todo o meu passado acabou num baú onde se guardam as coisas que não servem o nosso presente, mas que se poderão sempre rever... um dia com outros olhos.
julho 20, 2012
Jamais voltaremos atrás no tempo, podemos esquecer as nossas memórias, e até não conseguirmos uma máquina do tempo, e provavelmente nunca será necessário... Mas hoje reencontrei uma memória do passado, da minha infância remota... era eu muito menino e os sábados de manhã eram passados na feira de Estarreja com a minha mãe, e as coisas que mais me davam prazer era ficar diante da bancada dos pássaros fascinado... a outra era um senhor cego que tocava acordeão na rua, que nunca esqueci, havia um certo encanto na sua figura, e sempre que passava eu pedia á minha mãe uma moeda para lhe dar. Hoje no Porto, na rua Sá da bandeira, dirigia-me para uma consulta, quando num hiato olho para o outro lado da rua e vejo esse senhor sentado a tocar o seu acordeão, nesse instante revivi aquelas manhãs de sábado, fui menino de novo, e para tirar as dúvidas perguntei-lhe, e ele confirmou que à mais de 20 anos que não ia para essa feira, mas sim que era costume nos anos 80 estar lá, foi um momento de felicidade! E este dia foi a confirmação, de que amadureci e que depois de sair daquela consulta de psiquiatria, a minha história começa onde todo o meu passado acabou num baú onde se guardam as coisas que não servem o nosso presente, mas que se poderão sempre rever... um dia com outros olhos.
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