Ria, lágrima de musa salgada, Encanto do mar num canto da Terra, Dorme serena na noite estrelada E acorda com o sol que sobe da serra. Por entre o junco e a canízia em moiteiras, Deitada como mantos prateados Escuta silente as aves ligeiras E os peixes que em si bailam animados. São sua história belos moliceiros, Mercantéis de sal seguindo viagem, Velhas salinas dos tempos primeiros. Quando navego nas ondas das águas, P'lo canto do olhar vislumbro na margem Linda morena afogando-lhe as mágoas.
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