outubro 22, 2012


Adoro caminhos-de-ferro abandonados, derrotados pelas ervas e silvados adoro caminhos, caminhos perdidos no meio do mundo, onde não se ouvem as dores do homem enamorado, adoro essa solidão. Adoraria que o teu rosto quente e corado se deitasse no meu corpo, Palpitasse comigo no prado, onde olho este céu estrelado, e os teus olhos colorissem os meus Esses teus olhos castanhos que reflectem o sabor do teu mel. O planeta azul girou sem parar, ano após ano, e a vida nas suas voltas, engolida pelo tic tac do relógio, Vivemos na corrida e na fuga, procuramos-nos e afogentamos mutuamente... na vontade de querer e querer, e não poder... olha... amor, a vida a passar, o medo a ficar, o mundo sempre a girar, os ponteiros a rodar e a rodar! Que fazes tão fugidia, meu amor, aprisionas essa deusa que há em ti, Essa fonte divina e sagrada, que quer amar e ser possuída pelas mãos de Aquiles, nos prados da Terra sagrada onde os gritos se querem de amor de paixão!! De todo o extâse de Eros, sejamos enebriados!

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