Adoro caminhos-de-ferro abandonados, derrotados pelas ervas e silvados
adoro caminhos, caminhos perdidos no meio do mundo, onde não se ouvem as dores do
homem enamorado, adoro essa solidão.
Adoraria que o teu rosto quente e corado
se deitasse no meu corpo,
Palpitasse comigo no prado, onde olho este céu estrelado,
e os teus olhos colorissem os meus
Esses teus olhos castanhos que reflectem o sabor do teu mel.
O planeta azul girou sem parar, ano após ano, e a vida nas suas voltas,
engolida pelo tic tac do relógio,
Vivemos na corrida e na fuga, procuramos-nos
e afogentamos mutuamente...
na vontade de querer e querer, e não poder...
olha... amor, a vida a passar, o medo a ficar,
o mundo sempre a girar, os ponteiros a rodar e a rodar!
Que fazes tão fugidia, meu amor, aprisionas essa deusa que há em ti,
Essa fonte divina e sagrada, que quer amar e ser possuída pelas mãos de Aquiles,
nos prados da Terra sagrada onde os gritos se querem de amor de paixão!!
De todo o extâse de Eros, sejamos enebriados!
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