janeiro 19, 2007

À minha doce divindade

Era uma vez, à muito muito tempo, num tempo onde ainda não haviam inventado o tempo,
existia um pêssego que vivia num mundo cheio de pêssegos ramos e folhas...
Procurava por si mesmo, mas ainda assim tendo já alguma consciência da sua semente interior, sentia que lhe faltava algo para que ficasse completo.
A sua vida corria como sempre, ora noite, ora dia...O seu sonho não era apenas um galho
novo para viver, nem coisas pelo qual penavam outros pêssegos...
Desejava com todo o seu ser encontrar uma alma que o completasse, todos os dias olhava à sua volta, passeava-se pela àrvore convivendo com os amigos, conhecia pêssegos e pêssegas, nada despertava o seu caroço.
Um belo dia, já espreitava lá no horizonte o Sol, o pêssego tinha madrugado, passado a noite em claro admirando a Lua, que lhe sorria quando podia, sentado num galho na periferia da Pereira, reparou numa janela que se abria numa árvore que vivia ali mesmo ao lado, os seus olhos arregalaram-se, o seu "caroço" abriu-se derrepente pulava acelarado, a alma
explodia em luz encantada com o que via, na janela sorria-lhe uma linda romã, também brilhavam os seus olhos, num encanto partilhado, num sorriso esboçado, uma alegria que se julgava que não havia.
O pêssego deu um enorme salto, tentava alcançar a linda romãzinha, e não é que o maluco a alcançou, um simples hiato de magia cósmica e as suas sementes uniram-se para toda a eternidade, tiveram muitos rossêgos e viveram felizes para sempre.

1 comentário:

Raquel disse...

Apanhaste-me de vez com isto. :p