Meus senhores eu sou a água
Que lava a cara e lava os olhos
Que lava a rata e os entrefolhos
Que rega a nabiça e os agriões
Que lava as damas e o que está vago
Pois lava as mamas e por onde cago.
Meus senhores aqui está a água
Que rega a salsa e o rabanete
Que lava a lingua a quem faz minete
Lava o chibo mesmo na rasca
Que bebe o homem, que bebe o cão
Que lava a cona e o berbigão.
Meus senhores aqui está a água
Que rega os olhos e os grelinhos
Que lava a cona e os paninhos
Que lava o sangue de grandes lutas
Que lava sérias e lava putas
Apaga o lume e o borralho
E que lava as guerras do caralho
Meus senhores aqui está a água
Que rega as rosas e os manjericos
Que lava o bidé e lava os penicos
Tira o sebinho das algibeiras
Dá de beber ás fressureiras
Lava a tromba a qualquer fantoche
E lava a boca depois do broche.
Texto cedido por: Mestre Arlindo
("Velho Sábio" Soldador de Oxiacetileno)
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