fevereiro 23, 2013


Rodiei-me de solidão no meio do lago o silêncio rugia na água que ganhara uma côr verde escura devido ao tempo parado sem correr e sem se renovar a calmaria do universo apertava-me nos seus braços Os meus gritos já não se ouviam, já não ecoavam já não cantavam não assobiavam ou sussuravam melodias de amor Encontrava-me no desapego de tudo o que me aprisionava E encontrava o meu corpo preso numa nova dimensão, via a clausura da minha alma suportada pela barca nas águas paradas do lago Esse lago que me rodeava de silêncio Essa barca que não se movia na corrente do lago onde só me poderia deitar olhando o infinito e a luz das estrelas, dos astros, o chegar da noite e o partir do dia o vir e o ir das estações e sentir o abraço doloroso do universo levando-me com Ele.

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