dezembro 16, 2012


Procurei reduzir-te Ao endeusamento do teu feminino interior escutei o teu sabor, degustando lentamente as tuas palavras ensurdeci a minha alma, para que escutasse o teu gemido sensual na escuridão, perdi-me de mim Nunca soube encontrar-te, nunca soube ver, dormi a vida toda com o teu rosto doce no peito, mas nunca te vi em corpo, no mesmo espaço que habito, na mesma mão que me sinto. Na ansia do encontro, destemi a tua inexistência, degolando o medo da solidão tinha procurado em todas as mulheres a deusa, e descobri que todas perderam a divindade de si, mortas para a sedução, mas vivas para a posse das montras de shopping. Mas crente de te olhar no jardim da cidade e reconhecer a tua alma em mim, sem que seja necessário divinizar o que for.

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