abril 12, 2008

sinto-me em paz


o fogo arde no músculo dócil
e cadente, emerge dele a felicidade
o corpo aquece confortado
sacia-se de amor enternecedor
a música que houve é sábia e ancestral
Decerto que são dos meus olhos de amor
reflexo do tecto estelar pintado de fresco
neste dia solar
que bom é poder deixar o mundo entrar na minha alma
são carícias divinas que me fortalecem
e me fazem reconhecer a força
deitado sobre esta relva só um rosto sobre o meu peito
só um corpo sobre o meu, que é seda perfumada, linho encaracolado,
luz melada, boca morena e lábios que me beijam de sabor fresco
e sua saliva doce donde bebo amor.
Sorrio porque sinto tudo com amor
neste momento onde ouço cantar anjos que chilreiam
dessa música sábia que vem de longe noutro canto
do universo, para me sorrir um novo verso.

1 comentário:

Raquel disse...

muito bem. é o dom da escrita a dar-lhe. :)