as mulheres
vivem
num oceano
de percepção
palpável
onde
a mera posse
que espreita
por cima
das cabeças
retarda (um pouco)
a marcha
sempre que o preço
de encher
o copo
chega
à fala
no entanto
a civilização
teocrática
já
catalogou
sessenta e tantas
maneiras
correctas
de superar
o sexo
# (2 centímetros)
isso
não significa
o corte
da imagem
no espelho
tão-pouco
o estilo
espanhol
calça
colada
ao pénis
mas
a relativa pequenez
dos movimentos
partindo
de baixo para cima
ou
a inversa
partindo
da boca
para a face
interna
da virilha
bruscamente
ao longo do corpo
em vez
de enveredar
pelo rococó
de luxo
até
à súbita
despelagem
do crânio
é óbvio
que este processo
acabará por abrir
caminho
entra o equilíbrio
aristélico
e os estremecimentos
da excitação
socrática
todavia
a actividade frenética
entra as rugas
da preplexidade
e o desejo
venal
de exibir
a mão direita
hermeticamente
fechada
segundo
o código
denominado
# «ESCARRO»
enquanto
o avanço
é mínimo
será (sempre)
de êxito
duvidoso
por outro lado
parece
aconcelhável
não fazer
referências
muito claras
ao estruturalismo
e teorias
similares
enquanto
não findar
o acto (terceiro)
porque
vivendo
as mulheres
num oceano
de percepção
palpável
o matriarcado
é o único
sistema (infalível)
de estabelecer
a desigualdade
natural
entre os homens
(o valor de cada homem
será medido pela força e tamanho
das concicções próprias)
Por: Pedro Oom
Sem comentários:
Enviar um comentário