Eu aprendi, já algo na vida... Suspiro.
Encontrei força na derrota, e continuo a lutar. Que na minha guerra não haverão
mais perdões a traições,pois aprendi que é a pior coisa que se pode fazer a alguém, pode tornar-se um vício; o pior inimigo é o cobarde com astúcia melindrosa, porque ataca selienciosamente e no fim golpeia para matar.
Porque, não vale a persistência em nada contra guerras ou causas perdidas, também que pela boca morre o peixe, mas se morre quanta boca vai alimentar?
E tenho a certeza que ninguém é melhor que Eu!
Estou forte, até ao momento de cair e chorar tudo o que tenho para chorar, gritar! Mas não seja por isso que se vai fraquejar...gritar! despojar-me de toda a raiva, dor e sofrimento que ficaram por onde, não sei, entalados.
Disse-me uma de minhas mães, que não passam certas dores, que voltam de vez em quando com suas tormentas, porém, não temo, pois se nada mais se resolver, darei o meu desprezo arrongante a tudo isso. Nunca pensei ser tão humano. Santo não sou mesmo. Perfeito... o que é a perfeição?
Nada como um pouco de caos para alcançar a perfeição.
Reparo que não deixei de procurar o eterno sentimento, reparo que me apaixonei
e amo como nunca havia amado, não acredito que o amor seja sempre o mesmo, há sempre um melhor, sou feliz, deparo-me com algo brutal.
Por mais egoísmo que me rodeie e me furte a vida, ou combata contra mim...
Eu tenho um ego humilde, mas uma ira invulgar que me faz sorrir entre a batalha.
Aprendi a odiar, saboriei a raiva, tive vontade de matar, tanta coisa, chega a hora de pegar em tudo o que humanóides delinquentes me têm feito sentir e trocar-lhes as voltas, a esses sentimentos que pedem equilibrio.
Sim equilibrio...
Sinto que encontrei a perfeição, no quê? Isso é segredo...
Tenho de passar a escrever para o mundo, devo ter perdido certas capacidades, mas enfim, até me orgulho de não ser básicamente racional, detesto gente demasiado racionalista, em tempos quis ser escritor, talvez tivesse sido, se pudesse ter tido uma máquina de escrever que pedia p´lo natal e nunca vinha...
Mas tinha encontrado um livro de poesia, outro de ocultismo, ainda um de meditação e mais outro de pornografia, deveria ter dito erotismo, mas estaria a ser demasiado delicado, quanto á descrição exacta do sucedido.
Para além de ser uma criança timida, pacífica, criativa, via de tudo nas formas, tenho muita coisa avivada na mente que trouxe da minha infância, tudo faz parte de mim...
Fui gozado, levei porrada, fui descriminado, e desde sempre levei a atitude dos outros a sério, tive necessidade de perdoar, talvez porque acreditamos que alguém que nos fez mal, ainda pode ser nosso amigo, dar outra oportunidade...
Vivemos num mundo de cães esfomeados... Paulo, só foste feliz enquanto passeaste na bicicleta com o teu avô, apanhaste o gelo da superfície da
àgua do Inverno, saltaste poças no Outono e apanhastes as suas folhas coloridas, na Primavera, colares de flores, pássaros na gaiola, borboletas e abelhas...
O Verão nadar, correr, construir cabanas e jangadas... Sim, só fui feliz quando tive o coração quase puro mas livre de tanta merda.
Até ser atirado ás feras da civilização, merda...
A felicidade continua a existir, nos momentos em que se é feliz, mas eu sei no entanto com tantos enquantos, eu sou contínuamente feliz.
3 comentários:
um humano vale menos que um grão de areia...um subumano menos ainda...que importância acha que se tem. tenho de resolver isso.
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